quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Ailton aponta falhas em escolas de tempo integral

AILTON LOPES afirmou que, se eleito, chamará a população para participar da gestão FOTO FABIO LIMA
AILTON LOPES afirmou que, se eleito, chamará a população para participar da gestão FOTO FABIO LIMA
Destaques da gestão de Camilo Santana (PT), as escolas estaduais de tempo integral foram criticadas ontem pelo candidato ao Governo do Ceará, Ailton Lopes (Psol). Segundo ele, "educação integral não é o mesmo que educação em tempo integral". "O que eu tenho recebido são relatos de escolas superlotadas, sem espaço para refeitório, sem espaço para repouso. O adolescente fica da manhã até umas cinco horas da tarde sem ter onde repousar, alguns dormindo sobre birô e outros no chão", criticou.

Segundo ele, há unidades que enfrentam dificuldades para reposição de pincel atômico e para fazer xerox suficiente de folhas de atividades. "Falta o básico nessas escolas. Fica uma escola cansativa. O adolescente fica o dia inteiro lá cansado. Isso diminui, inclusive, a aprendizagem", completou.

As declarações de Ailton Lopes foram feitas ontem durante série de entrevistas com candidatos ao Governo do Estado realizada pelo Grupo de Comunicação O POVO. O candidato foi sabatinado pelos jornalistas Carlos Mazza, Lucinthya Gomes e Wagner Mendes, com a mediação de Plínio Bortolotti.

Para contornar as dificuldades em escolas de tempo integral, ele propõe investimentos em infraestrutura, alimentação adequada, além da diminuição do número de alunos por turma no máximo 25 em cada sala de aula, em vez de 40, como Ailton diz ocorrer atualmente.

O programa de governo do psolista prevê também que 100% do quadro permanente de professores seja de efetivos. Bolsas de iniciação científicas, iniciação ao desporto e à cultura também são propostas. O aumento do orçamento para a educação, de 25% para 30%, foi a principal medida apresentada para a área, sendo 5% desses direcionados para a educação superior.

Com um representante na Assembleia Legislativa atualmente, o Psol tem intenção de eleger quatro deputados estaduais. Confrontado sobre como garantiria a governabilidade, por defender propostas que teriam dificuldade de avançar no Parlamento, considerando a configuração que tem hoje, Ailton disse que o principal aliado será o povo. "Temos que convocar as pessoas para participar da política. Os cidadãos, as cidadãs não podem ser convocados apenas de quatro em quatro anos para votar. Eles têm que participar também da definição da política pública", ressaltou.

O candidato criticou o modelo de política que chamou de "balcão de negócios". "Se eu partir do pressuposto de que eu não vou governar, porque eu não vou ter maioria parlamentar, só quem seria candidato nessa eleição seria o Camilo Santana, porque ele tem quase 80% dos candidatos a deputado estadual. Então, não precisaria eu ser candidato, ninguém ser candidato", criticou.

Sobre segurança pública, ele comparou a situação atual da violência a uma guerra e defendeu que, no lugar de investir na repressão, deve-se focar na prevenção, na investigação e na integração de políticas de segurança.

"Os nossos policiais têm ido para uma guerra, preparados para matar e para morrer", lamentou. "Os próprios agentes de segurança estão sob estresse porque estão no meio de uma guerra", acrescentou. Ailton pontuou que o que é necessária uma mudança de foco e criticou o tratamento atual dado à temática, em que se investe apenas na repressão do crime. "Precisamos focar na prevenção e na investigação, promoção e integração das políticas de segurança pública. Não dá para chegar só com o Raio".

SERVIÇO

Série de Sabatinas
O candidato ao Governo do Estado pelo PSTU, Francisco Gonzaga, será sabatinado hoje. Ele é o terceiro convidado da série de entrevistas. O debate terá a mediação de Plínio Bortolotti e perguntas dos jornalistas Henrique Araújo, Fernando Graziani e Raone Saraiva.
Quando: Hoje, das 10h30min ao meio-dia

AILTON LOPES

SEGURANÇA E PRIVATIZAÇÃO

CRÍTICAS A GENERAL THEOPHILO
O candidato do Psol se posicionou contra duas propostas apresentadas pelo também candidato ao Governo do Estado General Theophilo (PSDB) durante a sabatina no O POVO realizada na última segunda-feira.

Ailton Lopes ressaltou que não retiraria a autonomia da Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário do Estado do Ceará (CGD) e nem pensa em privatizar a Companhia de Água e Esgoto do Estado do Ceará (Cagece).

OP ONLINE www.opovo.com.br
A série de sabatinas é transmitida ao vivo pela Rádio O POVO/ CBN (nas frequências 95,5 e AM 1010), pela TV O POVO (Canal 48.1) e pelas redes sociais do Grupo de Comunicação O POVO.

Preso, prefeito afirma ter atirado para se defender de agressão

01:30 | 05/09/2018
DELEGADA de Santana do Acaraú, Caroline Gomes, e diretor do DPI Norte, Marcos Aurélio, falaram à imprensa sobre o caso TATIANA FORTES
DELEGADA de Santana do Acaraú, Caroline Gomes, e diretor do DPI Norte, Marcos Aurélio, falaram à imprensa sobre o caso TATIANA FORTES

O prefeito de Santana do Acaraú (a 212 km da Capital), Marcelo Arcanjo, se apresentou ao Departamento de Polícia do Interior (DPI) Norte ontem, seis dias após a morte de César Augusto do Nascimento, em quem ele afirma ter atirado para se defender de agressão. Contra Marcelo havia mandado de prisão temporária expedido desde sexta-feira, 31. Assim, após se entregar, ele foi encaminhado a uma unidade prisional em Fortaleza.

Em entrevista coletiva, os delegados Marcos Aurélio de França, do DPI Norte, e Caroline Ponte Pimentel Gomes, da Delegacia de Santana do Acaraú, relataram a versão do prefeito. Segundo eles, Marcelo Arcanjo disse que foi à casa do ex-motorista da Prefeitura para conversar. Ele estaria querendo tomar satisfação por causa de boatos supostamente espalhados por César afirmando que a esposa de Marcelo estaria recebendo propina. Após ser demitido, em novembro, César teria se tornado crítico da gestão de Marcelo, o que a família da vítima aponta como motivação do crime.

O prefeito contou, conforme os delegados, que ao encontrar com César foi logo agredido e que atirou para se defender. Por ser policial federal aposentando, Marcelo tem porte de arma.

A versão vai de encontro ao afirmado por familiares de César que presenciaram o episódio, ocorrido por volta das 18h40min do último dia 29. Segundo eles, Marcelo aparentava estar bêbado e atirou na vítima ao fazer um movimento de abraço, sem nenhuma discussão. À Polícia, o prefeito negou estar alcoolizado. Teria tomado duas doses de uísque no almoço. Ao O POVO, as testemunhas divergiram quanto o número de disparos efetuados. Tios disseram ter ouvido três tiros. 

O pai de criação de César, José Monte, disse ter ouvido apenas um. A delegada afirmou esperar conclusão do laudo cadavérico para atestar essa informação.

O prefeito de Santana do Acaraú ainda afirmou que jogou em um rio o revólver usado no crime, que ainda não foi localizado. Não foi especificado onde ele esteve recolhido após fugir.

Marcelo Arcanjo foi indiciado por homicídio duplamente qualificado por motivo fútil e emprego de recurso que impossibilita a defesa da vítima. Com a prisão temporária, a Polícia Civil tem 30 dias para concluir o inquérito.

Na tarde de ontem, uma passeata foi realizada nas ruas de Santana do Acaraú pedindo justiça para o caso. (Colaboraram Jéssika Sisnando e Igor Cavalcante)

TRE-CE Bolsonaro e Ciro receberam o maior número de denúncias por propaganda irregular no Ceará

Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) recebeu desde a última sexta-feira, 31 de agosto, 50 representações por propagandas eleitorais supostamente irregulares. A data marca o início da propaganda gratuita no rádio e na TV, tendo os candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Ciro Gomes (PDT)com o maior número de denúncias, ambos com três representações cada.
 
O TRE-CE informa que denúncias recebidas neste período são por conta da invasão de propaganda eleitoral da coligação majoritária no espaço destinado aos candidatos à eleição proporcional.
Desde quando começou oficialmente a campanha eleitoral, porém, no dia 16 de agosto, o TRE-CE alega ter recebido outras 38 denúncias. Duas delas são contra as candidatas a deputada estadual Adelita Monteiro (Psol) e federal Érika Amorim (PSD), por impulsionamento de conteúdo na internet. Ambas as representações foram encaminhadas à Procuradoria Regional Eleitoral (PRE).
  
Até o momento, 18 denúncias foram arquivadas por ausência de elementos para apuração; outras três estão sob investigação; duas resultaram em apreensão de material irregular; oito foram regularizadas pelo candidato; enquanto cinco delas arquivadas por ausência de irregularidade.
 
Colaboração de Wanderson Trindade
MATHEUS FACUNDO | LUCAS BRAGA

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Mauro Filho avalia privatização de mais da metade das estatais

Mauro Filho é assessor econômico da campanha de Ciro Gomes FCO FONTENELE
Mauro Filho é assessor econômico da campanha de Ciro Gomes FCO FONTENELE
O assessor econômico de campanha de Ciro Gomes (PDT), Mauro Benevides Filho, disse ontem que cogitaria privatizar, fazer concessões ou parcerias público-privadas em 77 estatais. Ele se negou a listar quais empresas estariam na lista, mas disse que Petrobras, Banco do Brasil e Eletrobras estariam de fora do rol.

"Das 144 empresas estatais, quase todas elas são dependentes do Tesouro. O governo vai analisar cada uma delas para ver se diminuir essa dependência. Ou privatizar ou tornar mais eficiente", afirmou.

Mauro participou de evento em São Paulo, o Fórum Exame. Ele não quis quis comentar a situação da Embraer e dos Correios, duas das estatais que têm enfrentado críticas. Outros candidatos já sinalizaram que seriam privatizadas em seus governos, como Jair Bolsonaro (PSL) e João Amoêdo (Novo).

Na equipe de campanha de Ciro pela segunda vez, Mauro defendeu que o ajuste fiscal precisa ser feito, "independentemente de ideologia", para permitir que o Estado possa investir em áreas como a educação. "Não existe estado capaz de fazer política pública sem arrumar as contas", observou.

O economista citou dados fiscais do Ceará e disse que, graças às medidas tomadas, o Estado é capaz de sustentar o maior volume de investimento sobre receita corrente líquida e, simultaneamente, manter uma das melhores situações fiscais entre as unidades federativas. Disse que, caso eleito, Ciro vai retirar os investimentos da Emenda Constitucional 95, também conhecida como PEC do teto. "Os maiores gastos são com pessoal e custeio, mas estes estão aumentando, enquanto o governo corta investimentos", criticou.
com agências

Terceirização irrestrita. Incertezas para o mercado de trabalho brasileiro

A terceirização da atividade-fim, aprovada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), deixa lacunas de como a possível mudança será benéfica para a redução do desemprego e retomada do crescimento econômico. Ainda não há consenso sobre os desdobramentos da medida e, dependendo do novo presidente, ela poderá até ser revogada.

"A reforma trabalhista simplificou as formas de contratação. A aprovação dessa medida complementa essa etapa. Nada garante que o terceirizado tenha o mesmo salário. Haverá uma precarização dos salários e do próprio mercado de trabalho", afirma o economista Henrique Marinho. Na equação, para ele, empregados perdem e empresas ganham. "Pode facilitar as relações de negócios. Um banco terceiriza a atividade, como a cobrança. Não é uma atividade-fim. Agora, imagine o mesmo banco contratando uma companhia para administrar seu caixa?", questiona. Um dos efeitos seria a criação do "mercado da terceirização", onde ocorreria um "boom" de empresas prestadoras de serviços.

Na avaliação do economista, a terceirização irrestrita não vai ajudar na retomada do mercado de trabalho. "A reforma trabalhista iria retirar pessoas do desemprego, isso não aconteceu. Acredito que essa medida da terceirização não será diferente", estima. Quanto à possibilidade de a legislação mudar com o próximo presidente, isso dependerá do entendimento e da articulação política. "Terá de passar pelo Congresso. Será uma batalha para o ano que vem", adianta.

O presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon), Lauro Chaves, diz que são necessárias mudanças no regime trabalhista brasileiro. "Por outro lado, as reformas não podem deixar a classe trabalhadora desprotegida. Precisamos criar mecanismos de proteção", observa. No entanto, destaca que a liberação das atividades incentivará negócios, citando o os casos da Amazon, Uber e Airbnb, três grandes empresas que, na visão do economista, mostram como a terceirização desenvolve os negócios.

"A terceirização irrestrita é correta e ajuda a economia, mas carece de controle e defesa, tanto para a sociedade quanto aos trabalhadores que vão executá-la. O que aumenta salário é a redução de emprego. Se a economia crescer e a mão de obra estiver qualificada, eles sobem. Mas se perdurar o desemprego, não há mudança", destaca.

A retomada do emprego também está distante a curto prazo. "Não se recupera. Até nós sabermos quem é a nova equipe econômica, continuaremos a ter instabilidade interna, sem contar as questões externas como a recuperação europeia e briga comercial entre EUA e China", observa. Segundo ele, há chance de revogar a medida da terceirização. "A legislação pode mudar. Isso ficará a cargo do presidente e do Congresso. O que não pode ocorrer é continuarmos com o Judiciário legislando", critica.

JULGAMENTO
Decisão dos ministros
Por 7 a 4, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu no último dia 30 de agosto pela constitucionalidade da terceirização da contratação de trabalhadores para a atividade-fim das empresas.

A Corte julgou duas ações que chegaram ao Tribunal antes da sanção da Lei da Terceirização, em março de 2017. A lei liberou a terceirização para todas as atividades das empresas.

Apesar da sanção, a Súmula 331, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), editada em 2011, que proíbe a terceirização das atividades-fim das empresas, continua em validade e tem sido aplicada pela Justiça trabalhista nos contratos que foram assinados e encerrados antes da lei.

A terceirização ocorre quando uma empresa decide contratar outra para prestar determinado serviço, com objetivo de cortar custos de produção. Dessa forma, não há contratação direta dos empregados pela tomadora do serviço.

General propõe tirar autonomia da CGD

O candidato do PSDB ao Governo do Ceará, general Guilherme Theophilo, propõe tirar a autonomia da Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário do Ceará (CGD). Criada com a finalidade de dar suporte legal à investigação da conduta de servidores da Secretaria da Segurança Pública (SSPDS) e da Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus), para Theophilo, a instituição precisa ser comandada por um policial militar.

A justificativa do candidato é que o comando da CGD deve ser de alguém que compreenda como a área funciona internamente. "Hoje (a CGD) serve mais para acusar militares", defendeu, durante sabatina promovida pelo Grupo de Comunicação O POVO, na manhã de ontem.

Theophilo foi o primeiro convidado da série de entrevistas com candidatos ao Governo do Estado. Ele foi sabatinado pelos jornalistas Érico Firmo, Jocélio Leal e Ítalo Coriolano, com a mediação de Plínio Bortolotti. A discussão tratou principalmente questões sobre Saúde e Segurança, áreas que o tucano ressaltou como suas prioridades, caso seja eleito.

Ainda sobre a CGD, o tucano propôs transformar a controladoria em uma coordenadoria que passaria a ser vinculada à Secretaria de Segurança. Questionado se isso possibilitaria o corporativismo dentro da CGD, o que atrapalharia nas investigações, Theophilo discorda. "Depende da formação de cada um. A pessoa que é colocada em um cargo de confiança da sociedade, tem que ter uma responsabilidade com a sociedade".

Ao enfatizar as precárias condições da segurança no Ceará, o candidato afirmou que a atual gestão "não investiu, gastou". "Quando você investe, você tem foco e você tem resultados. Alguma coisa tinha que estar diminuindo", argumentou. Ele citou como proposta a meta de diminuição dos homicídios no Estado em 50% até 2022. Theophilo promete ainda investir na Polícia Civil.
Indagado sobre outros temas relacionados a essa área, o tucano ressaltou ser contra a intervenção federal nos estados, a liberação do porte de armas e a descriminalização das drogas, mas acredita que a avaliação para redução da maioridade penal é relativa e "depende do crime cometido".

Durante a sabatina, Theophilo mencionou a possibilidade de privatização da Companhia de Água e Esgoto do Estado do Ceará (Cagece). "A máquina pública nossa está inchada. São 119 autarquias de administração direta ou indireta penduradas no governo. O governo tem que alimentar", declarou.
A Cagece é citada pelo candidato como exemplo de odelo ineficaz dentro da gestão estadual. "Nós temos três opções para a Cagece: ela realmente ficar eficiente e eficaz no que ela tem que fazer, na distribuição, na gestão da água no Ceará; abrir o capital dela para iniciativa privada e ser uma economia mista; ou privatizar de uma vez por todas", anunciou.

Sem dar como certa a privatização, o general garantiu, contudo, que é necessária uma mudança para a eficácia do Executivo. Outras mudanças planejadas são a diminuição de 34 para 20 secretarias estaduais e também dos cargos políticos e de confiança e de instituições governamentais. A solução, para ele, está na distribuição por meritocracia. "A única condição que eu exigi do senador Tasso (Jereissati, do PSDB) foi que eu não aceitaria cargos políticos. Temos dois partidos, Pros e PSDB. O Capitão Wagner (Pros) já disse que não vai exigir cargo. Então o critério é meritocracia".

SERVIÇO

Série de Sabatinas
O candidato ao Governo do Estado pelo Psol, Ailton Lopes, será sabatinado hoje. Ele é o segundo convidado da série de entrevistas. O debate terá a mediação de Plínio Bortolotti e perguntas dos jornalistas Carlos Mazza, Lucinthya Gomes e Wagner Mendes.
Quando: Hoje, das 10h30min ao meio-dia

BASTIDORES DA ENTREVISTA

CAMPANHA Pouco antes de iniciar a sabatina, o General Theophilo disse não gostar da política "corpo a corpo". Ele disse que é necessário estar na rua principalmente para passar a ser reconhecido pela população cearense, já que não tem carreira na política. Contudo, ele acredita que a conversa com segmentos da sociedade civil seja mais produtiva.

DITADURA
O candidato do PSDB já havia declarado, em entrevista exclusiva ao O POVO, que não houve ditadura militar no Brasil, mas sim um "contra-golpe democrático". Indagado pelo jornalista Ítalo Coriolano a respeito, Theophilo disse que o propósito agora é discutir como seguir em frente. Fazendo paralelo entre o período ditatorial e o retrovisor de um carro, ele afirmou que, tal qual o retrovisor, esta é uma época para onde "a gente não tem que ficar olhando" ou olhar "só quando for o caso".

BRASIL Ambev abre inscrições para programa de estágio 2019

As inscrições para estágio na cervejaria Ambev estão abertas até o próximo dia 1º de outubro, no site da marca. A previsão de admissão é janeiro de 2019, e o estágio terá duração de até dois anos. As vagas são para dezenas de cursos, como Engenharia de Produção Civil, Administração, Jornalismo, Ciências Contábeis, Design, Direito etc.
A quantidade total de vagas muda de acordo com a necessidade de cada regional, e a Ambev informa que os selecionados terão bolsa auxílio, seguro de acidentes pessoais, além de transporte e alimentação. Para acessar as informações, é necessário cadastrar o login em https://www.ambev.com.br/carreiras/trabalhe-conosco/estagio/
Após a inscrição, os currículos são avaliados e os candidatos pré-selecionados são encaminhados para testes online de lógica, inglês e fit com a cultura da cervejaria. Depois, os aprovados passam por entrevistas em vídeo e, em caso de aprovação, são chamados para participar de uma dinâmica em grupo, conforme a Ambev.
A marca também divulga que os candidatos aprovados na dinâmica passarão por uma vivência no local de seleção, seguida por entrevista individual. Ao longo deste processo, os futuros estagiários são direcionados à área de atuação que for mais compatível com seu perfil e/ou interesse.
Redação O POVO Online, com informações da Ambev
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segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Edição do Dia

Bolsonaro quer retirada de programas do rádio e TV

O candidato à presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, e sua coligação "Brasil Acima de Tudo, Deus Acima de Todos" entraram com ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a propaganda eleitoral do PT veiculada na televisão, pedindo sua suspensão. A representação, segundo os advogados eleitorais do presidenciável, foi protocolada na noite de ontem.

A defesa de Bolsonaro questiona a aparição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no programa, entendendo que o modo como foi exposto o petista desobedece à decisão do TSE. Em sessão finalizada na madrugada de sábado, a Corte Eleitoral negou o pedido de registro de candidatura de Lula e proibiu que o ex-presidente apareça no horário eleitoral do PT como candidato.

Também ontem, o partido Novo apresentou três pedidos no TSE contra a propaganda eleitoral do PT. Uma pela suspensão da propaganda na TV; outra pela retirada de programas na rádio; e uma petição geral incluída no registro de candidatura de Lula.

Promoções vão aquecer comércio de Fortaleza até o fim do ano

CAMPANHA Fortaleza Liquida segue até o próximo dia 9 Tatiana Fortes
CAMPANHA Fortaleza Liquida segue até o próximo dia 9 Tatiana Fortes
O mês de setembro dá a largada para a época do ano mais aguardada pelo comércio: o chamado B-R-O Bró, período que segue até dezembro, considerado o melhor em termos de vendas. Para além das datas comemorativas, eventos como o Fortaleza Liquida, Black Friday e Natal de Prêmios, ajudam a impulsionar o consumo na Capital cearense.

A expectativa do presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Fortaleza é que as vendas cresçam 5% neste semestre, ante igual período do ano passado.

Apesar de o comércio cearense começar a dar sinais de melhora, registrando alta de 3,5% no em vendas e de 3,8% nas receitas nominais no acumulado do ano até junho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor ainda inspira cuidados. "Este ano continua muito difícil. Tivemos greve dos caminhoneiros em maio, Copa do Mundo em junho, e ainda estamos em clima de incerteza política e econômica. Eventos como o Fortaleza Liquida, por exemplo, movimentam nossa a economia".

A estratégia é oferecer ainda mais benefícios ao consumidor para ganhar na escala. Seja através das promoções e sorteios, como é o caso do Fortaleza Liquida, que segue até 9 de setembro, com descontos de até 70% em mais de 4.500 pontos de venda, ou sorteios de prêmios e programações culturais, como no Natal de Prêmios, que ocorre em dezembro. Em 2017, só a Black Friday, que neste ano será em 29 de novembro, movimentou em torno de R$ 43 milhões em Fortaleza, segundo o portal BlackFriday.com.br, idealizador da ação no Brasil.

O economista e vice presidente do Instituto Brasileiro dos Executivos de Finanças do Ceará (Ibef), Luís Eduardo Barros, explica que os eventos são também oportunidades importantes para liquidar os estoques e preparar o caixa das lojas para o Natal. Diz que o desempenho do segundo semestre costuma ser melhor do que o do primeiro, porque é quando circular mais renda na economia. Seja em razão de não ter mais a pressão de despesas como matrículas escolares e impostos como IPVA e IPTU, e pela injeção do 13º salário.

No caso do funcionalismo público, apenas a segunda parcela, já que tanto a União, como o Governo do Ceará e Prefeitura de Fortaleza anteciparam a primeira no fim do último semestre. Ainda assim são volumes expressivos.

A presidente da Associação dos Lojistas da Monsenhor Tabosa (Almont), Márcia Sérgia, afirma que o mercado está otimista. "O segundo semestre sempre é em torno de 20% a 30% melhor que o primeiro".

Haddad se encontra com Lula hoje para discutir candidatura do PT

O dia de hoje é simbólico para a campanha eleitoral do PT. Isso porque o atual candidato a vice na chapa presidencial, Fernando Haddad, visitará o ex-presidente Lula em Curitiba para discutir os próximos passos da candidatura. Será o primeiro encontro dos dois petistas após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter rejeitado o nome de Lula na disputa na última sexta-feira, 31.

Lula está preso na Superintendência da Polícia Federal de Curitiba após ter sido condenado em segunda instância por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A legenda tem afirmado que vai entrar com todos os recursos disponíveis à decisão do TSE e tem insistido no nome dele para concorrer à presidência.

A tendência, segundo petistas e um cientista político que conversou com O POVO, é que a sigla continue investindo nessa estratégia. 

Apesar disso, há certa expectativa sobre o encontro de ambos, sobretudo para que se tome uma decisão sobre a situação da candidatura enquanto espera o julgamento dos recursos: o PT vai logo substituir Lula por Haddad na cabeça da chapa ou deve esperar para o fim do prazo de dez dias dado pelo TSE?

Para o cientista político da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Paulo Baía, "as mudanças serão feitas só no final do prazo". Ele avalia que essa estratégia tem apresentado um saldo positivo para a sigla. "Isso de manter Lula como candidato, de continuar insistindo no nome dele na campanha, tem dado certo, então eles vão continuar a fazer isso. O dia (de hoje) é importante para a campanha, mas não vai mudar essa estratégia", aposta.

Falas recentes do próprio Haddad e da presidente do PT Gleisi Hoffmann confirmam que o partido vai ingressar com os recursos disponíveis. Para o deputado federal Carlos Zarattini, a conversa entre Lula e Haddad será "muito importante para discutir essa situação jurídica e eleitoral".

O cearense José Guimarães concorda. Ele diz que o partido deve continuar a "defender o Lula", mas é da ala que defende que se deve substituir logo a cabeça da chapa pelo Haddad para ele conseguir aproveitar melhor os votos do ex-presidente, que tem liderado as pesquisas.

"Eu defendo a tese de que vamos protocolar todos os recursos porque achamos que podemos vencer no Supremo Tribunal Federal (STF), e enquanto isso eu defendo que o Haddad, na conversa com o Lula, assuma a condição de candidato", explicou. "Os votos do Lula são uma imensidão, e se a gente não vencer no Supremo e não substituir logo, eu temo que a gente não consiga transferir os votos (para o Haddad)", finalizou.

ELEIÇÕES 2018 Juiz proíbe Eunício de usar Lula, Cid e Camilo em propaganda

O juiz eleitoral José Vidal Silva Neto concedeu liminar que proíbe o senador Eunício Oliveira (MDB) de usar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governador Camilo Santana (PT) e o ex-governador Cid Gomes (PDT) em seus programas.
Haddad cumprimenta Eunício
Eunício com Haddad na última sexta. No peito de ambos, adesivos de Lula com Eunício. (Foto: divulgação)
 
O magistrado proíbe o candidato do MDB à reeleição no Senado de usar vozes, imagens ou mesmo menção aos nomes dos candidatos. A representação foi movida pela coligação PSDB-Pros. A assessoria do senador Eunício Oliveira informou que ele não foi notificado.
 
Na decisão, o juiz escreve: "Seria um completo contrassenso, uma subversão total dos valores mais elevados tutelados pelo direito eleitoral que um determinado partido ou coligação traísse seus próprios candidatos e passasse a suportar de forma irracional ou oportunista os de partido ou coligação oposta, baseado na contingencial e irresistível popularidade destes últimos".
 
Ele acrescenta: "Do mesmo modo, o candidato de um partido ou coligação não deve se apoiar nos candidatos, partidos e coligações opostos ao seu próprio partido e coligação".
 
Coligação informal 
 
Adversário de Camilo e Cid até o ano passado, Eunício votou pelo impeachment de Dilma Rousseff (PT) em 2016. Porém, ele e o governador Camilo se reaproximaram e firmaram aliança informal. Embora estejam juntos e façam atos de campanha em conjunto, não há coliação formal. É o fundamento dessa informalidade que a decisão do juiz ataca.
 
Afirma José Vidal Silva Neto: "A propaganda eleitoral de um partido ou coligação não pode ser feita com divulgação ou propagação da imagem, voz e conteúdos pessoais e exclusivos dos candidatos dos partidos e coligações com os quais está em disputa, ou deveria estar. Ao menos, é o que se deve esperar de um processo eleitoral saudável. Se determinados partidos não se coligaram nas eleições, não podem fazer propaganda baseada em candidatos destes partidos com os quais não se coligaram, sob pena de induzir a erro o eleitor, iludindo-o indevidamente, no sentido de acreditar que o partido ou candidato de coligação oposta está apoiando ou sendo apoiado por quem em realidade pertence a agremiação ou grupo político que lhe faz oposição". 
 
Redação O POVO Online