quinta-feira, 23 de julho de 2015

Quase quatro mil pessoas foram diagnosticadas no Ceará com sarampo desde dezembro de 2013, quando o Estado teve o primeiro caso depois de anos sem registros da doença. Ainda assim, a aplicação da vacina tríplice viral (imunização contra sarampo, caxumba e rubéola), que pode deter o surto, segue abaixo da meta aceitável para as duas primeiras doses para crianças, segundo o Monitoramento Rápido de Cobertura (MRC), divulgado no boletim semanal da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) da última sexta-feira, 17. 

Outras nove vacinas estão abaixo do ideal em pelo menos 23% dos municípios do Estado, o que pode ser uma brecha para novos surtos. “Podem voltar todas as outras doenças que já erradicamos se a gente não vacinar”, adverte a coordenadora de Imunizações da Sesa, Ana Vilma Braga.

Apesar de abaixo das metas, os índices de vacinação não estão num nível preocupante, pontua o infectologista Ronald Pedrosa, mas geram necessidade de alerta. “Podem ser melhores”, afirma sobre os indicadores. Sobretudo as doenças virais e a coqueluche, o médico aponta, representam grandes riscos de retornarem caso a população não esteja adequadamente imunizada.

O surto de sarampo, comenta Ana Vilma, é uma decorrência do espalhamento da doença em Pernambuco. A proximidade geográfica estimulou a propagação. “Ele (o surto) acometeu especialmente as crianças que ainda não tinham a faixa etária de vacinação, porque é uma doença altamente contagiosa e transmissível”. Apesar da diminuição de casos - a última confirmação aconteceu há mais de um mês -, ainda não é possível afirmar que o Ceará está livre da doença.

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