quinta-feira, 23 de julho de 2015

Nível de inadimplência atinge 21,5% das famílias no Brasil
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Acompanhando a sequência de altas nos meses anteriores, o total de famílias com contas ou dívidas em atraso subiu novamente, chegando à quinta alta mensal este ano, ao atingir, em julho, 21,5%, ante 21,3% registrada em maio. O índice também avançou na análise anual, uma vez que, em junho de 2014, a proporção era de 18,9%. Já o percentual daquelas que permanecerão inadimplentes (sem condições de quitar suas dívidas) também avançou e atingiu 8,1%, em julho – ante 7,9% em maio e 6,6% em julho do ano passado. Esse foi o maior patamar já registrado desde outubro de 2011.
A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada, ontem, pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostra que o total de famílias endividadas, por outro lado, apresentou nova redução do índice mensal, embora discreta, sendo a segunda no ano. Em julho, a taxa chegou a 61,9% contra os 62% de junho – tendo, também, um recuo em relação aos 63% verificados em igual período do ano passado.
Em contrapartida, a proporção de famílias brasileiras que se declararam muito endividadas aumentou nas comparações mensal e anual, alcançando 12,9% do total. Para a CNC, apesar da moderação no crescimento do crédito, a alta das taxas de juros, a persistência inflacionária e a queda na renda real do trabalhador provocaram impactos negativos nos indicadores de inadimplência.

Faixas de renda
A queda do número de famílias endividadas, na comparação com o mês imediatamente anterior, foi observada apenas entre as famílias que ganham até dez salários mínimos, enquanto que, na comparação anual, ambas as faixas de renda mostraram redução. Segundo o levantamento, entre as famílias que ganham até dez salários mínimos, o percentual daquelas com dívidas foi de 63,3% em junho, ante 63,5% em junho último e 64,3% em julho de 2014. No grupo com renda acima de dez salários mínimos, o percentual de famílias endividadas passou de 55,2%, em junho de 2015, para 55,4% em julho. Em relação a igual mês de 2014, o percentual de famílias com dívidas, nesse grupo de renda, era de 57%.

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