segunda-feira, 10 de março de 2014

ELEIÇÕES 2014

PMDB quer manter união, diz Temer

10.03.2014


Image-0-Artigo-1562830-1
Segundo Temer, o diálogo é a chave para amenizar a rebelião entre deputados e senadores da sigla e o Planalto
FOTO: AGÊNCIA BRASIL
A aliança foi tratada, ontem, em reunião entre a presidente e membros do partido, sem Eduardo Cunha
São Paulo. O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), disse ontem que, apesar das críticas de alguns peemedebistas ao governo, a maioria do partido deseja "manter o casamento" com o PT e a presidente Dilma Rousseff.
Segundo ele, o diálogo é a chave para amenizar a rebelião entre deputados e senadores da sigla e o Planalto.
Temer levou a mensagem ontem para Dilma, na reunião para tratar da crise com o partido, como forma de preservar a aliança com o PT.
A presidente voltou da Bahia para participar do encontro com peemedebistas no Alvorada. Antes de se reunir com a petista, Temer se encontrou no Palácio do Jaburu com os correligionários Renan Calheiros, Valdir Raup e Eunício Oliveira.
O vice-presidente disse que somente uma decisão coletiva pode provocar uma mudança significativa no partido. "Não é A nem B ou C, nem sou eu quem vai dizer se o partido vai para um lado ou para o outro. É a convenção nacional que decide para onde vai o PMDB", afirmou.
Aliança
Nos últimos meses, a relação do Executivo com o partido tem se deteriorado, o que prejudica votações de interesse do governo no Congresso. Na Câmara, sete partidos da base aliada, liderados pelo PMDB, criaram o chamado "blocão", grupo para pressionar o Palácio do Planalto e ampliar o poder de negociação com o Executivo.
No fim do ano passado, o líder do partido na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), foi a ministérios reclamar da não liberação de recursos para obras de emendas parlamentares previamente acertadas. O PMDB reclama ainda da demora do Planalto e realizar a reforma ministerial. A maior dificuldade do Executivo é a relação tumultuada com Cunha.
O líder do PMDB tem conseguido apoio da oposição e de partidos governistas para evitar a votação de projetos de interesse do Executivo, como o Marco Civil da Internet.

Nenhum comentário:

Postar um comentário