A pesquisa, realizada pela Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS), foi mote para a palestra “Violência contra o Idoso, um diálogo necessário”, realizada ontem na sede da STDS. Hoje é o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa.
“Não que tenha aumentado a quantidade de casos. A diferença é que, agora, a população está mais esclarecida e tem denunciado mais”, avalia o titular da STDS, Josbertini Clementino.
As diversas violências contra pessoas com mais de 60 anos se dão, na maioria dos casos, encobertas pelas paredes de casa, na família. Mas o meio da rua mostra a falta de políticas públicas direcionadas a essa população. “A violência também se dá em não ceder o lugar no ônibus para o idoso, negar a prioridade numa fila”, aponta o pedagogo e psicólogo Gilberto Rodrigues, especialista em Gerontologia e técnico da Célula de Diversidade e Acessibilidade da STDS. Ele e Evaldo Monteiro, terapeuta ocupacional e mestre em Gerontologia, apresentaram a palestra com a temática sobre os tipos possíveis de violência.
“Para além da agressão física, a violência psicológica é muito mais comum do que a gente imagina e provoca graves consequências na pessoa idosa, como a depressão”, aponta Teresa Serra, secretária-executiva do Conselho Estadual de Assistência Social.
Por mês, o disque 100, telefone de denúncia de agressões contra crianças, adolescentes e pessoas idosas, recebe no Ceará cerca de 70 ligações relatando agressões contra pessoas de mais de 60 anos. “Os números ainda são bem abaixo da realidade, mas têm crescido. Normalmente, quem denuncia é o vizinho, o familiar distante, mas nunca as pessoas que moram com os idosos”, confirma Teresa Serra, reforçando que os direitos dos idosos ainda são pouco respeitados.
ANGÉLICA FEITOSA
Nenhum comentário:
Postar um comentário