“Nos próximos cinco anos, vamos ver principalmente uma quebradeira de planos de saúde e de prestadores de serviços também”. A declaração é de Irene Hahn, CEO e fundadora da Qualirede, e vem após a Unimed-Rio, que passa por crise financeira e institucional, propor a contratação de um empréstimo de cerca de R$ 340 milhões com o Santander, tendo como avalista o sistema Unimed.
Convidada para falar sobre “Cases de Sucesso em Gestão de Planos de Saúde” no I Congresso Latino Americano de Auditoria em Saúde, sediado desde o dia 2 de novembro até hoje no Marina Park Hotel, a especialista defende como única saída para a “delicada” situação da saúde privada a implantação de um novo modelo de gerenciamento de cuidados do paciente. “Nós temos na área de saúde até 40% de desperdício, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), seja porque repetimos exames, seja pela falta de qualidade dos procedimentos ou porque somos ainda muito carentes em gestão de fato”.
Para Reynaldo Rocha, diretor médico da Duomed, a crise econômica e a difícil manutenção financeira da saúde no Brasil exige mudanças. “Se a gente tivesse um modelo onde a remuneração fosse centrada no que é entregue de qualidade ao paciente, no que faz com que ele não adoeça, o recurso seria melhor alocado. Além desse recurso ser pequeno, a gente ainda gasta mal”.
Um dos grandes problemas que visualiza é que cuidados ao paciente são normalmente atrelados a novos medicamentos e tecnologias caras. “Por que não há vários prestadores apostando em prevenção, mas tem diversos hospitais e clínica? Porque a prestação de serviço em prevenção não é rentável. Só é na alta complexidade”, analisa. (Lígia Costa)
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