terça-feira, 2 de agosto de 2016

Ataques foram ordenados por detentos de dentro dos presídios

Os ataques promovidos no Rio Grande do Norte desde a última sexta-feira (29) foram ordenados por detentos de presídios, inclusive federais, do Estado e de outras regiões do Nordeste.

A afirmação é do secretário da Justiça e Cidadania do Estado, Wallber Virgolino.

Entre sexta-feira (29) e domingo (31), houve 65 ataques em 21 cidades potiguares, entre incêndios, tentativas de incêndio, disparos contra prédios públicos e depredações.

Devido aos ataques e a áudios que se espalham em redes sociais com supostas ameaças e que apontam possíveis alvos de novas ações, algumas instituições de ensino suspenderam aulas ontem. O número de detidos desde o início dos ataques chega a 60.

“Identificamos a participação de 25 presos só no Estado, a maioria do presídio estadual de Parnamirim”, disse o secretário. No presídio, foram instalados bloqueadores de sinais de celulares na semana passada, medida considerada o estopim para os ataques.

Cinco desses presos, apontados como autores de parte dos áudios e vídeos que se espalharam pelas redes sociais com ameaças, serão transferidos para o presídio federal de Mossoró, segunda maior cidade do Estado.

Só o Corpo de Bombeiros foi acionado para mais de 50 casos. Um deles foi em uma vegetação no topo do Morro do Careca, um dos principais cartões-postais de Natal. A polícia não descarta que a queimada esteja relacionada aos atos criminosos. Além de Natal, as prisões mais recentes ocorreram em Parnamirim, Currais Novos e Caicó.

Os principais alvos dos criminosos, no entanto, foram 26 veículos, entre particulares, oficiais e usados no transporte público. A lista inclui nove ônibus em Natal, entre outros na região metropolitana. O setor calcula um prejuízo, na capital, de ao menos R$ 2 milhões.

No transporte opcional –transporte alternativo de passageiros, feito por vans–, foram mais R$ 500 mil em perdas, com três carros incendiados, conforme o sindicato do setor. “Isso é falta de governo, não só desse mas também dos anteriores. Falta polícia na rua”, disse o diretor do Sindicato dos Opcionais, Olívio Magalhães.

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