Embora se mantenham estáveis, há consenso no mercado de que os juros devem começar a cair ainda neste ano. Até lá, quem tem dinheiro para aplicar pode se planejar para tirar melhor proveito das taxas mais altas.
O economista Vitor Leitão observa que o mercado já espera uma queda na rentabilidade de aplicação, inclusive no Tesouro Direto, programa de compra e venda de títulos públicos. Mas ele acredita que, ainda assim, vale a pena investir em títulos do Tesouro Direto. A principal dica é priorizar títulos públicos atrelados à inflação, como o Tesouro IPCA+, cuja rentabilidade é dada pela variação do IPCA + 6%, aproximadamente. “O Tesouro IPCA+ é um título com rentabilidade interessante e que vai proteger o consumidor da inflação”.
Os títulos públicos são divididos em duas categorias: os prefixados e os pós-fixados. Porém, considerando o cenário econômico atual, Vitor sugere como melhor saída a aplicação dos recursos no Tesouro Prefixado, cuja rentabilidade hoje varia em torno de 11,84% e 12,34%. “Quando você vai comprar esses títulos eles têm rendimentos diversos, com vencimento para quando eu quiser”.
Economista e professor de Economia, Ricardo Coimbra reitera a preferência pela operação prefixada. “O ideal é tentar acompanhar a expectativa da inflação e da taxa de juros. Se sabe que a tendência é de a taxa de juros cair, já prefixa essa taxa hoje e já sabe quanto vai ganhar no futuro”.
Conforme Vitor, aplicações no Tesouro Prefixado e no Tesouro IPCA+ têm como principais vantagens o baixo risco de perder dinheiro no futuro e a liquidez diária.
Para o economista, outras aplicações de boa rentabilidade enquanto os juros não são reduzidos são os CDBs, LCIs e LCAs, produtos bancários de renda fixa. “A sugestão é distribuir as três aplicações em bancos menores, que costumam oferecem melhor rentabilidade. Para essas aplicações, o investidor também não deve ultrapassar o limite de R$ 250 mil, que é o máximo garantido pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC)”.
As aplicações CDB, LCI e LCA também tendem a apresentar rentabilidade superior a dos títulos públicos, mas não possuem liquidez, pois a aplicação só pode ser resgatada após um período que varia em torno de um a cinco anos.
“Para essas aplicações, o investidor não deve ultrapassar o limite de R$ 250 mil, que é o máximo garantido pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC)”, complementa.
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