sábado, 30 de julho de 2016

Projeto capacita estudantes para universidades de ponta

Quando se sabe que se está diante de um novo Albert Einsten, um Steve Jobs ou um Mark Zuckemberg? Não se sabe, mas, com estímulo adequado, infraestrutura de estudo e esforço próprio é possível que esta mente brilhante esteja em qualquer lugar, inclusive, em uma escola pública do Interior. Com o espírito de ampliar o leque de oportunidades de jovens de baixa renda, que contrariam condições adversas e se destacam, o projeto Primeira Chance oferece bolsas de estudos em escolas de excelência em Fortaleza, hospedagem, alimentação, transporte e mentoria para que eles possam chegar às universidades de ponta.
O projeto surgiu, há cinco anos, da inquietação de jovens executivos, muitos deles engenheiros do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Perceberam que muitos alunos de escolas públicas apresentavam bons resultados nas Olimpíadas de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), mas poucos conquistavam medalhas de ouro e prata se não estivessem em Colégio Militar. Daí veio a ideia de encontrar estes alunos e oferecer-lhes custeio dos estudos em escolas de excelência da Capital, como Ari de Sá e Farias Brito, além de assistência para que pudessem seguir longe nos estudos.

A iniciativa se mostrou acertada. O primeiro aluno incentivado hoje é graduando do ITA. O projeto já ajudou mais de quinze a entrarem em universidades como a Federal do Ceará (UFC), ITA, Instituto Militar de Engenharia (IME), Insper de São Paulo e até em universidades do Exterior. Hoje são 52 bolsistas no Ceará, a maioria do Interior.

O acompanhamento começa a partir do 9º ano do Ensino Fundamental. Livros paradidáticos, material escolar, transporte, alimentação e, no caso dos alunos que vêm do interior, hospedagem é custeada pelas doações captadas pelo Primeira Chance. São R$ 9 mil anuais com alunos do Interior, sem contar as bolsas.

“Nem sempre é fácil achar este aluno. A gente pega o resultado da olimpíada e manda carta para escola, liga, mas, às vezes, a escola não tem interesse, nem telefone. Depois tem o convencimento para trazer aquele aluno”, diz Armênia Sales, uma das responsáveis pelo projeto no Ceará.

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