Já para os próximos dias, especula-se com a confirmação de assinatura de delação premiada do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro. Condenado a 16 anos de prisão na operação, ele é apontado como um dos empreiteiros mais próximos de Lula. Segundo delações, a empresa teria bancado reforma do sítio em Atibaia (SP), ligado ao petista em denúncia alvo da Lava Jato.
Também é esperada homologação de uma suposta delação do senador Delcídio do Amaral (PT), preso em janeiro acusado de tentar atrapalhar as investigações. Segundo a revista Isto É, a fala implicaria Lula e Dilma Rousseff, que seria acusada de fazer caixa dois em sua campanha de 2010 e de tentar barrar avanço da Lava Jato.
Em notas oficiais e pronunciamentos, tanto Lula quanto Dilma têm negado as acusações, apontando “interesses políticos” por trás do avanço das investigações. As delações são, até agora, evidência que mais diretamente atinge o núcleo do governo Dilma.
Para o próximo dia 14, já está marcado novo depoimento de Lula - como testemunha de defesa do pecuarista José Carlos Bumlai - para a Lava Jato. Bumlai é acusado de repassar dinheiro de desvios na Petrobras para o PT. A ação ocorre um dia depois de data em que estão marcadas diversas manifestações pró e contra o governo. Como o processo é público, vídeo do depoimento será divulgado na internet logo após.
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