Sim, é verdade, o corpo precisa de sol. É ele que estimula a produção nas células de vitamina D, responsável pelo fortalecimento dos ossos e pela melhora no metabolismo. O sol também consegue liberar endorfina (proteína com poder analgésico) no organismo, bom para melhorar o humor e combater a depressão. Aliás, quem vive em terra onde o sol é mais presente tem menos chance de sofrer de depressão, é o que garantem algumas pesquisas.
Mas não é por isso que vamos descuidar. O mesmo sol é responsável por reprimir o sistema imunológico, levar ao envelhecimento precoce e causar manchas, queimaduras e câncer de pele. O que define a ação boa ou perigosa, segundo a dermatologista Araci Pontes, é a quantidade de sol que você leva. “Todo mundo diz que uma taça de vinho é bom para o coração. Mas tomar uma garrafa inteira todo dia pode te fazer muito mal. Com o sol é a mesma coisa”, compara a vice-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia Regional Ceará (SBD-CE).
Moderação
O recomendado é tomar sol todos os dias, mas com moderação. De acordo com o dermatologista Paulo Gonçalves, presidente da SBD-CE, basta receber radiação em área equivalente a duas mãos por até 10 minutos para se ter benefícios. A exposição deve ser evitada das 10h às 16 horas, pois nesse intervalo há maior incidência dos raios ultravioletas do tipo A e B. Eles são perigosos por trazerem prejuízos tanto para a visão quanto para a pele.
Especialistas sugerem atitudes que podem reduzir os danos do sol sobre o corpo. São cuidados que devemos ter no nosso dia a dia, mas que precisam ser redobrados nesses tempos de férias, em que relaxamos e nos deixamos mais expostos aos raios solares. Nesta edição do Ciência&Saúde, nós vamos conversar sobre esses cuidados para que a praia seja sempre um lugar de lazer e não de aperreios futuros.
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