quinta-feira, 20 de agosto de 2015

EM FORTALEZA

Estudantes presos por fabricar anabolizantes

Este foi o terceiro laboratório do tipo fechado pela Polícia Civil no Estado do Ceará apenas neste ano

00:00 · 20.08.2015
Material era produzido e armazenado em apartamentos nos bairros Cidade 2000 e Meireles, em Fortaleza, segundo a delegada Patrícia Bezerra ( Foto: Érika Fonseca )
Felipe Teixeira Dobel Benigno, de 21 anos, estudante do curso de Direito e Luigi Gustavo Tadeu Oliveira da Silva (abaixo), 22 anos, de Engenharia Ambiental, foram presos
Dois estudantes universitários foram presos pela Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) em flagrante por fabricar e armazenar anabolizantes em dois apartamentos, nos bairros Cidade 2000 e Meireles, em Fortaleza. Este foi o terceiro laboratório do tipo fechado pela Polícia Civil no Ceará neste ano.
A operação que culminou nas prisões foi realizada por policiais da Divisão de Combate ao Tráfico de Drogas (DCTD) na tarde da última terça-feira (18). 4.700 comprimidos e 2.000 ampolas foram apreendidos.
Os dois homens foram identificados como Felipe Teixeira Dobel Benigno, de 21 anos, estudante do curso de Direito e Luigi Gustavo Tadeu Oliveira da Silva, 22 anos, acadêmico do curso de Engenharia Ambiental.
Conforme a diretora adjunta da DCTD, delegada Patrícia Bezerra, as drogas eram produzidas e armazenadas nos dois endereços. Os clientes da dupla eram pessoas frequentadoras de academias no bairro Aldeota e até fisiculturistas.
"Tanto Luigi quanto Felipe trabalhavam principalmente na fabricação de anabolizantes. Eles têm frascos, invólucros, etiquetas, fora os tubos de ensaio, panelas. O foco deles era a produção e a partir daí se desenvolve uma rede de outras pessoas envolvidas que a gente não pode falar ainda pois as investigações continuam. Mas os clientes, segundo mencionado em depoimento, seriam frequentadores de academias e participantes de concurso de fisiculturismo", disse.
À Polícia, a dupla afirmou que o material era para uso próprio. A informação, porém, foi de encontro com as evidências encontradas pelos investigadores.
"Um deles, no interrogatório, negou o crime. Disse que era usuário. Quando perguntei onde conseguiu o material, disse que era nas academias que frequentava na Aldeota. No fim, não disseram onde conseguiram o material", relatou Patrícia.
A diretora adjunta destacou o trabalho de investigação realizado pelos policiais da DCTD. "A investigação vem sendo realizada durante todo o ano no combate às drogas sintéticas e anabolizantes. Mas quero enaltecer a ação dos investigadores da DCTD, que têm feito um trabalho incansável", frisou.
Material
Foram apreendidos nos dois apartamentos milhares de comprimidos inibidores de apetite, estimulantes sexuais, hormônios, ampolas e outros itens como frascos, etiquetas, seringas, óleo, pó branco, tubo de ensaio.
Chamou a atenção da reportagem o fato de que nas cartelas dos comprimidos, as inscrições apontavam para origem estrangeira do produto, sendo o Paraguai e a Espanha os mais recorrentes. Contudo, para a Polícia, a dupla fabricava os próprios anabolizantes, e os revendia, utilizando etiquetas também fabricadas por eles próprios.

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