Casos de leis hmaniose diminuem mais de 50%
Camila Vasconcelos
Da Redação
De janeiro a julho deste ano, 40 pessoas foram diagnosticadas com Leishmaniose, conhecida popularmente como Calazar. No mesmo período do ano passado, 90 pessoas foram infectadas. O quadro mostra uma redução de mais de 50% nos casos. Contudo, essa redução não é a mesma nos registros de óbitos pela doença.
Segundo a coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses de Fortaleza (CCZ), Rosânea Ramalho Garcia, este ano, já morreram nove pessoas, enquanto no mesmo período de 2014, foram registrados cinco óbitos. Rosânea explica que o principal fator para esse quadro é a dificuldade do diagnóstico na rede básica. “O que acontece é que, muitas vezes, a pessoa está infectada, vai ao médico, mas ela é diagnosticada como uma virose, já que os primeiros sintomas são parecidos. No entanto, o remédio que é receitado traz complicações para órgãos como o baço e rins, principalmente, se a pessoa estiver com imunidade baixa e já tomar outros remédios fortes devido a outras doenças. Por isso, a necessidade de os médicos ficarem atento aos sintomas e sempre que possível, investigar o caso mais a fundo, indicando a realização do exame específico”, esclareceu a coordenadora. Ela alertou também sobre o perigo do diagnóstico tardio e os casos onde não há manifestação de sintomas. “Às vezes a Leishmaniose é assintomática. Nesses casos, é mais perigoso, pois se o cachorro ou o humano estiver infectado sem saber, ele estará transmitindo a doença”.
Doença
O calazar é uma doença transmitida pela picada de mosquitos flebotomíneos. No homem, o parasita migra para os órgãos viscerais como fígado, baço e medula óssea. Sinais e sintomas incluem febre, perda de peso, anemia e inchaço do fígado e baço.
Em Fortaleza, os bairros das Regionais V, VI e III são os que apresentam os maiores números de casos. Ao todo, a Regional V já tem dez casos confirmados, seguido da Regional VI e da III, com oito casos cada um. Em seguida, aparece a Regional I, com o registro de seis casos da doença confirmados. Segundo a coordenadora da CCZ, “cerca de oito bairros em Fortaleza concentram a maioria dos casos. A incidência nesses bairros decorre do fato de ainda terem muitas áreas verdes, terrenos baldios, saneamento precário e por fazerem fronteiras com regiões metropolitanas como Maracanaú e Caucaia”.
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