sexta-feira, 26 de junho de 2015

Ontem pela manhã, às 7h56min, o médico Carlos Roberto Martins (Cabeto) telefonou para um colega dando a notícia: havia conversado com o governador Camilo Santana (PT) na noite da quarta-feira, 24, e acertado que assumiria como adjunto na Secretaria da Saúde do Estado (Sesa). Perguntou o que achava da decisão. Foi festejado. Recebeu os parabéns.

No desenho feito por telefone, ele dividiria as tarefas de maneira harmoniosa com o hoje ainda interino Henrique Javi, que vem tocando a pasta depois da saída de Carlile Lavor. Cabeto também revelou que iria tratar da desincompatibilização da Universidade Federal do Ceará (UFC), onde é professor. E avisou que, até o final da tarde de ontem, seria feito o anúncio oficial.

Na noite de ontem, porém, Cabeto disse ao O POVO que ainda vai pensar, ao longo do fim de semana, em que formato vai servir à gestão estadual: se no cargo ou de modo informal, como já vem fazendo.

“Já venho ajudando o governo. Eles vêm me chamando para dar opinião. E me disponho completamente pela minha função pública a ajudar. Mas quanto ao cargo, estou estudando de que maneira. Vou conversar com calma com o governador”, afirmou.

Segundo ele, suas opiniões dizem respeito ao planejamento da saúde no Estado. “Não acredito em salvador da pátria. Não tenho essa importância neste processo. Dimensiono de modo muito racional. Sou mais um para colaborar”, afirmou. “O que se está pedindo é a colaboração da classe médica e dos profissionais de saúde para construir um pacto social para ajudar nesta estruturação.”

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