segunda-feira, 15 de junho de 2015

BNB pretende apoiar as médias empresas
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O novo presidente do Banco do Nordeste (BNB), Marcos Holanda, afirmou que pretende realizar um trabalho com atenção especial para as médias empresas do Ceará e da região, porque elas são muito importantes para o desenvolvimento da economia. Ele esteve reunido com a diretoria da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec). “A pequena e a micro empresa sempre foram o foco tradicional. Mas precisamos lembrar que existe a média empresa, que é fundamental no processo de desenvolvimento. Mas ela está um pouco desprotegida, órfã. Vamos localizá-las, identificar suas demandas e estimulá-las. Este tipo de indústria é uma das peças-chave para o crescimento da economia regional e do Ceará”, disse. E lembrou que, nesta quinta-feira (18), participará de uma reunião com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, para discutir novas parcerias, visando ao crescimento do Nordeste.
O presidente da Fiec, Beto Studart, achou produtivo o encontro, pois o setor apresentou as principais demandas, como a construção de um fundo garantidor de crédito para a indústria e financiamento de projetos de infraestrutura logística. “Entendo que esta visita tem a ver com a personalidade do Marcos Holanda, que se disse disposto a montar uma agenda de trabalho, mostrando a modernidade do pensamento e das relações entre as duas instituições. O banco é responsável por fomentar os financiamentos e nós (indústria), através do trabalho, do empreendedorismo. A pobreza só pode ser combatida com o incentivo da riqueza. Enquanto existirem as desigualdades regionais, o País não consegue crescer. Pretendemos redigir um documento comum que contemple os interesses macroeconômicos de todos os estados nordestinos, principalmente a regularização do Finor”, afirmou.
O economista da Fiec, Guilherme Muchale, achou positiva a reaproximação do banco com a entidade, pois é preciso trabalhar em conjunto com o banco para valorizar. O BNB, durante muitos anos, foi o órgão que pensou o desenvolvimento do Nordeste e acabou perdendo, um pouco desse papel. “O Brasil é um país muito grande e quando você não tem, aqui na região, um pensamento estratégico diferenciado para ele, perde espaço nas discussões nacionais. É importante que o BNB reassuma este papel de pensar o Nordeste e as federações, devem fortalecer isso, trabalhar em conjunto, gerando uma inteligência e uma construção de futuro para a região e, consequentemente, lutar para que isso seja efetivo em nível nacional”, destacou.

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