sábado, 4 de abril de 2015

THOMAZ ALCKMIN

Em clima de comoção, funeral reúne políticos

04.04.2015

Filho do governador de SP morreu em queda de um helicóptero. Ele foi enterrado no mesmo túmulo dos avós

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O governador Geraldo Alckmin e a família acompanharam, durante todo o tempo, o cortejo para o sepultamento do filho caçula. Além de familiares e amigos, cerca de 1.500 moradores de Pindamonhangaba foram ao cemitério
FOTO: AGÊNCIA ESTADO
São Paulo. O corpo de Thomaz Rodrigues Alckmin, filho caçula do governador Geraldo Alckmin (PSDB), foi sepultado, na noite de ontem, no cemitério municipal de Pindamonhangaba, a 156 km de São Paulo. O funeral, que começou durante a madrugada no hospital israelita Albert Einstein, reuniu diversos políticos, entre aliados e adversários de Alckmin.
Thomaz, de 31 anos, e mais quatro pessoas morreram na queda de helicóptero em Carapicuíba, na Região Metropolitana de São Paulo, na tarde de quinta.
Durante o sepultamento, Geraldo, Lu Alckmin e os dois irmãos de Thomaz estiveram o tempo todo próximos ao caixão. A cerimônia foi realizada sob comoção de amigos e moradores da cidade, onde o piloto e o pai nasceram. O corpo do piloto foi enterrado após uma oração no jazigo da família, onde também já haviam sido sepultados os avós paternos e a babá do governador, Tereza Faria Santos.
Políticos do PSDB, secretários de Estado da gestão Alckmin, o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, o desembargador José Renato Nalini, e o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) foram ao cemitério.
A presidente Dilma Rousseff compareceu ao velório por volta das 12h45 junto com os ministros Joaquim Levy (Fazenda), José Eduardo Cardozo (Justiça) e Edinho Silva (Secretaria de Comunicação Social). A petista, que ficou pouco mais de 20 minutos na cerimônia, rezou e acompanhou a missa.
Em nota divulgada na quinta, a presidente lamentou a tragédia. Ela afirmou que recebeu a notícia com "muito pesar e tristeza" e declarou que presta sinceros e profundos pêsames pela tragédia ao governador Geraldo Alckmin e a sua esposa, Maria Lúcia Alckmin".
Antes de Dilma, o vice, Michel Temer (PMDB), já havia passado pelo velório.
Aliado de Alckmin, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) chegou à cerimônia pouco antes da presidente. "Eu conheci (Thomaz) na campanha eleitoral. Ele era simples, discreto e distante do dia a dia político. Ele viveu intensamente até o momento que a vida permitiu".
O senador José Serra (PSDB-SP) e o vice-presidente nacional do PSDB, Alberto Goldman, estiveram no velório.
Entre os petistas que foram prestar solidariedade à família Alckmin estavam o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e o deputado federal Vicente Cândido (PT-SP).
"Nessa hora, supera-se qualquer divergência política. É algo que a gente não gostaria que acontecesse nem para o pior adversário na vida", disse Cândido.
O vice-governador, Márcio França (PSB), disse que estão todos muito abalados, mas que a família é muito religiosa e está se apegando nisso para superar a dor. Segundo relatos de presentes no velório, a primeira-dama, Lu Alckmin, manteve um terço na mão durante todo o velório.
O filho caçula do governador trabalhava como piloto e acompanhava um voo de teste após manutenção da aeronave na tarde de quinta. Ele era casado desde 2011 com a arquiteta Thais Fantato e deixa duas filhas, uma de 10 anos e outra recém-nascida, com pouco mais de um mês.
Outras vítimas
Os corpos dos outros quatro ocupantes do helicóptero foram enterrados na tarde de ontem. Além de Thomaz, morreram Carlos Haroldo Isquerdo Gonçalves (53 anos, piloto do helicóptero e funcionário da Seripatri), Paulo Henrique Moraes (42 anos, mecânico e funcionário da Seripatri) Erick Martinho (36 anos, mecânico da empresa Helipark) e Leandro Souza (34 anos e mecânico da Helipark).

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