sábado, 4 de abril de 2015

EM LIMOEIRO

Torturadores identificados e presos

04.04.2015

Grupo espancou, torturou e assassinou carbonizado um homem com distúrbios mentais após discussão em bar

A Polícia considera elucidado o homicídio com requintes de crueldade cometido em setembro do ano passado em Limoeiro do Norte, a 198 quilômetros de Fortaleza. Na ocasião, um homem de 51 anos que sofria de transtornos mentais foi atraído e então espancado por um grupo de cinco jovens com idades entre 18 e 25 anos. Todos foram identificados e presos por participação no crime.
Segundo relatos, os suspeitos ainda obrigaram a vítima a beber gasolina e então puseram fogo no corpo do homem ainda com vida. Conforme apuração da Polícia, horas depois, o grupo retornou ao local para tentar ocultar o cadáver, novamente ateando fogo ao corpo.
Três homens foram capturados após a deflagração da operação 'Graduados', no último dia 18, por força de mandado de prisão temporária. Já no dia 24, os outros dois foram localizados e capturados pelos policiais civis da Delegacia Municipal de Limoeiro do Norte.
De acordo com o delegado titular da unidade, Bruno Varela, a expectativa é de que as prisões sejam convertidas em preventivas em breve.
"Todos os envolvidos no crime foram presos e serão indiciados. Estamos esperando apenas a decretação da prisão preventiva para eles terem seus nomes revelados. Mas consideramos este crime elucidado, pois foram identificados todos os participantes e a motivação para o cometimento de toda a barbaridade", afirmou.
Crime
Na noite de 8 de setembro de 2014, Jacinto Frederico de Sousa, 51, fora visto por parentes pela última vez próximo de casa. Dali, o homem seguiu, como costumava fazer, para um bar próximo. Embora portador de leves transtornos mentais, Jacinto De Sousa costumava beber na companhia de colegas.
No bar, Jacinto se envolveu em um desentendimento. Um outro homem, também embriagado, discutiu com ele e houve troca de empurrões.
Os cinco suspeitos também estavam no local e viram tudo. Após presenciarem a ação, eles então decidiram intervir e vingar o outro homem.
Como eram conhecidos da vítima, não tiveram dificuldades em convencê-la a deixar o bar. "Chamaram Jacinto para dar uma volta, e o levaram a um matagal pertencente ao campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Estado do Ceará (IFCE), que fica próximo ao estabelecimento e às residências de todos eles", explicou o delegado Bruno Varela.
Segundo o delegado, os cinco disseram que tinham em mente apenas 'dar um susto' na vítima, mas a situação saiu de controle. De acordo com Varela, eles haviam feito uso de drogas como maconha e crack.
"Jacinto era um homem inocente, fácil de ser enganado, ludibriado. Não houve dificuldades para ser atraído pelos cinco jovens para o matagal", disse.
Crueldade
Ao chegarem no local que escolheram para o crime, o mais velho do grupo, de 25 anos, tomou à frente das ações, de acordo com a apuração policial, indicando aos demais o que deveria ser feito com a vítima.
"Ele perguntou o motivo do Jacinto ter discutido com o outro homem e iniciou as agressões. Começou com empurrões, viraram tapas, socos e logo se transformaram em pontapés", detalhou o delegado.
Na sequência, a violência sem motivo ganhou requinte de crueldade. Houve agressões com socos, chutes, pedradas e até facadas. Por fim o homem, já bastante ferido, foi obrigado a beber combustível.

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