sexta-feira, 6 de março de 2015

NOVA PROPOSTA DA ANEEL

Energia: aumento médio de 14,67%

06.03.2015

Para os consumidores residenciais, o reajuste deve ser de 9,41%, enquanto o setor industrial terá 26,55%

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Esse é o terceiro aumento na conta de luz neste ano, que já engloba as bandeiras tarifárias e a Revisão Tarifária Extraordinária
FOTO: TUNO VIEIRA
O efeito médio total da revisão tarifária proposta pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para a Companhia Energética do Ceará (Coelce) está previsto em 14,67%, segundo apresentado ontem, em reunião técnica com representantes da Agência, da distribuidora e dos setores produtivos do Estado. O aumento, que ainda pode sofrer variações até o dia 22 de abril, deve ser de 9,41% para os consumidores residenciais e de 26,55% para o setor industrial.
Os valores serão apresentados oficialmente hoje, em audiência pública na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec). O cálculo dessa revisão, segundo o diretor da Aneel, André Pepitone, já absorve a Revisão Tarifária Extraordinária anunciada na semana passada, que estabeleceu um aumento de 10,3% na conta de luz dos cearenses, além da incidência das bandeiras tarifárias.
Antes dessa mudança, os valores previstos para a revisão da Coelce eram de 19,5% para o consumidor residencial e de 44,12% para o industrial. O efeito médio total era de 26,56%, segundo a Aneel.
Até o dia 22 de abril, quando a revisão será fechada, os valores ainda podem passar por modificações, já que o governo está negociando, com os bancos, o aumento do prazo para amortização do empréstimo de R$ 18 bilhões concedido para as distribuidoras de energia em 2014.
"Estamos trabalhando com o prazo oficial de amortização, que é de dois anos, mas se for firmado esse acordo, o prazo será de quatro ou seis anos, e isso vai mudar em favor da modicidade da tarifa, já que vamos reduzir a quantidade paga anualmente", explica Pepitone.
Impacto na indústria
Para o setor produtivo, especialmente a indústria, que vem passando por um período de queda, os valores apresentados pela Aneel devem pesar ainda mais nos gastos. "É um impacto muito grande só nesse começo de ano. Ninguém, nenhuma empresa fez sua previsão orçamentária colocando esse valor de energia", argumenta o consultor de energia da Fiec, Jurandir Picanço.
Além do revisão prevista para abril, Picanço acrescenta o impacto das bandeiras tarifárias, que é de 17%, segundo os cálculos dele, e a revisão extraordinária da semana passada.
"A retração da produção já está acontecendo, esse é um item a mais para acelerar o processo", afirma.
Consumidor ficou cerca de 17 horas sem luz em 2014
Brasília. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou nesta quinta-feira, 5, o ranking de qualidade do serviço das distribuidoras de eletricidade em 2014. De acordo com dados do órgão, pelo segundo ano seguido, a duração das interrupções do fornecimento (DEC) no País caiu. No ano passado, os consumidores brasileiros ficaram em média 17,61 horas sem luz, 39 minutos menos do que o registrado em 2013.
Dentre as 36 empresas de distribuição de grande porte, com o mercado faturado anual superior a 1 terawatt (TWh), a que apresentou melhores resultados em 2014 foi a CPFL Santa Cruz. A Coelce ficou em segundo lugar. No Estado, os consumidores ficaram em média 9 horas sem energia elétrica.

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