sexta-feira, 6 de março de 2015

ANTES DE PEDIR INVESTIGAÇÃO

Renan critica PGR por não ouvi-lo

06.03.2015

Ele busca uma 'blindagem' do Planalto para ter uma garantia de que, se a crise se agravar, terá apoio

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Desde que seu nome foi publicado em veículos da imprensa como suspeito de corrupção, presidente do Senado tem subido o tom contra o governo
FOTO: ABR
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O procurador Rodrigo Janot enviou carta sobre a Operação Lava-Jato a integrantes do MPF
FOTO: STF
Brasília. Alvo das investigações sobre corrupção na Petrobras, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), criticou a condução do processo pelo Ministério Público Federal ao dizer que é praxe do órgão ouvir as pessoas investigadas antes de apresentar o pedido de investigação ao Supremo Tribunal Federal.
Renan é um dos políticos que está no rol de pedidos de investigação apresentados pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot ao STF no rol da Operação Lava-Jato.
"Eu só lamento que o Ministério Público não tenha ouvido as pessoas como é praxe pra que as pessoas questionadas possam se defender, apresentar as suas razões. Mas isso tudo é da democracia. Quando há excesso, quando há pessoas citadas injustamente, a democracia depois corrige tudo isso", disse, ontem.
Renan Calheiros voltou a dizer que as citações ao seu nome foram feitas, até agora, por terceiros e que está pronto para responder a qualquer questionamento "à luz do dia".
Desde que seu nome foi publicado, o senador tem subido o tom contra o governo.
Ele busca uma "blindagem" do Planalto para ter uma garantia de que, se a crise se agravar, terá apoio.
Cargo
O presidente do Senado ainda defendeu que haja novas regras para a recondução ao cargo de procurador-geral da República, como a desincompatibilização do posto antes do período eleitoral. "Nós estamos agora com o procurador em processo de reeleição para sua recondução ao Ministério Público. Quem sabe se nós, mais adiante, não vamos ter também que, a exemplo ao que estamos fazendo com o Executivo, regrar esse sistema que o Ministério Público tornou eletivo", afirmou Renan.
Ele se referiu a Janot, que encerra seu primeiro mandato no cargo em setembro. Ele pode, no entanto, ser reconduzido ao posto caso a presidente Dilma Rousseff (PT) decida e o Senado aprove a sua nomeação.
Sem retaliação
Renan afirmou também ontem que a devolução da medida provisória que revisa as regras de desoneração da folha de pagamento não foi uma retaliação ao governo. "Minha decisão de devolver a medida provisória não foi contra ninguém. Ela foi a favor do Congresso", disse.
Citação a presidente surpreendeu Planalto
Brasília. A menção do procurador-geral da República Rodrigo Janot ao nome da presidente Dilma Rousseff na lista dos nomes da Operação Lava-Jato, ainda que para pedir o arquivamento do inquérito, foi recebida com surpresa no Palácio do Planalto.

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