segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

SEGUNDO MANDATO

Reforma ministerial garante governabilidade para Dilma

29.12.2014

Especialistas avaliam que escolha dos ministros atende partidos coligados durante a eleição

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Dilma Rousseff teve preocupação com a composição do próximo Congresso para fazer as escolhas dos novos ministros, a maioria com perfil político. Analistas acreditam que isso vai dar sustentação ao governo
FOTO: REUTERS
Brasília A escolha dos novos ministros pela presidente Dilma Rousseff é uma tentativa de conquistar aliados no Congresso Nacional e garantir a governabilidade no segundo mandato, de acordo com cientistas políticos. Hoje, a petista deverá finalizar as indicações dos últimos nomes da equipe. Ela ainda precisa anunciar quem comandará 22 pastas a partir de 1º de janeiro.
Segundo especialistas, os nomes atendem a partidos da coligação que reelegeu a presidente e não deveriam ser surpresa para eleitores à esquerda.
A preocupação com a composição do próximo Congresso é um dos principais elementos para a escolha dos novos ministros, disse o cientista político Ricardo Ismael, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Apesar de o PT e o PMDB terem as maiores bancadas, também cresceram partidos como o PSD, de Gilberto Kassab, novo Ministro das Cidades, e o PRB, de George Hilton, contemplado com a pasta do Esporte.
De acordo com a análise de Ismael, desde as primeiras nomeações, a presidenta tem buscado dialogar com vários setores da sociedade. Segundo ele, isso ficou claro com as indicações de Joaquim Levy para a Fazenda, de Armando Monteiro para o Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e de Nelson Barbosa para o Planejamento. "Foi uma tentativa de atender o mercado financeiro, sinalizando mudanças na política econômica. Com os 13 novos nomes anunciados, a preocupação foi na mesma linha, contemplando a base aliada, sobretudo o PMDB, que ficou com seis pastas".
Também estão na lista divulgada na última terça: os governadores do Ceará e da Bahia, Cid Gomes (PROS) e Jacques Wagner (PT) - respectivamente, a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), o ex-deputado federal Eliseu Padilha (PMDB-RS), o senador Eduardo Braga (PMDB-AM), Helder Barbalho (PMDB-PA), Edinho Araújo (PMDB-SP), o ministro do Esporte, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), Valdir Simão (sem partido) e Nilma Lino Gomes (sem partido). A presidente também confirmou a continuidade de Vinicius Lages (PMDB-AL) no Ministério do Turismo.

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