segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

EM 2014

Patologias revelam que saúde precisa ganhar mais atenção

29.12.2014

A inserção de uma nova doença no Brasil e o medo de uma epidemia global tiveram destaque ao longo do ano

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Mesmo com a diminuição no número de casos, a dengue ainda apresenta índices alarmantes. Estado também passa por surto de sarampo
FOTO: NATINHO RODRIGUES
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Após a reforma de 55 dos 92 postos de saúde de Fortaleza, a meta da Prefeitura é construir nove Unidades de Pronto Atendimento em 2014
FOTO: FABIANE DE PAULA
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Mesmo com bom número de doadores efetivos em 2014, até o momento, o Hospital de Messejana realizou 8 transplantes de coração a menos que em 2013
Em um ano em que ameaças biológicas foram motivos para preocupação em todo o mundo, a população cearense não só foi apresentada a novas patologias como também passou por surtos de doenças já recorrentes.
A dengue, que inspira precauções constantes há quase três décadas no Ceará, recebeu uma nova classificação, sugerida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), passando a ser referida como dengue, dengue com sinais de alarme e dengue grave.
De acordo com o último boletim emitido pela Secretaria da Saúde (Sesa), no último dia 12, no Ceará, a enfermidade obteve uma diminuição de 37% no número de casos confirmados, em relação a 2013. Neste ano, a doença foi diagnosticada em 16.452 pacientes, em 145 municípios, o que representa 79% das localidades do Estado. No ano passado, 26.114 casos foram confirmados. O número de óbitos pela enfermidade também foi reduzido. Foram 47 casos fatais, ante 77 de 2013.
Os índices, entretanto, ainda são alarmantes. Para Anastácio Queiroz, infectologista e professor de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC), enquanto não houver a prevenção adequada contra o mosquito transmissor, a dengue ainda representará uma ameaça à saúde das pessoas.
"A questão básica é que, na proporção em que se tem mais casos, há também maior possibilidade de casos graves, com óbitos, o que é a grande preocupação. A questão das chuvas também pode estar relacionada à diminuição dos índices, porque com o período de seca, também teremos menos acúmulo de água limpa e, consequentemente, menor proliferação do mosquito. O que podemos fazer e não temos conseguido é acabar com recipientes que favorecem o criadouro dos transmissores", comenta.
Enfermidade
A dengue não foi a única ameaça transportada pelo Aedes aegypti. Em 2014, foi introduzida no Brasil uma enfermidade comum em países da África e da Ásia e que passou a representar perigo também nas Américas Central e do Sul: a febre chikungunya.
Com sintomas que se assemelham aos da dengue, a febre chikungunya se difere pelas fortes dores nas articulações que podem persistir durante meses, mesmo com a cura da doença.
Dados do Ministério da Saúde já apontam a febre chikungunya como um dos grandes problemas que a saúde dos brasileiros enfrentará em 2015, sendo a principal medida contra a proliferação da doença a redução dos focos de Aedes aegypti.
Até o momento, o Ceará possui cinco casos confirmados da doença, todos importados, ou seja, de pacientes que adquiriram o vírus em viagens para países com maior manifestação. Os três casos diagnosticados em Fortaleza, além do de Brejo Santo, foram de pessoas vindas da República Dominicana, enquanto o paciente de Aracoiaba foi contaminado no Suriname. Ainda há um paciente sob suspeita, em Fortaleza.
O Brasil, no entanto, já possui casos autóctones da doença, em municípios como Oiapoque (AP), Feira de Santana e Riachão do Jacuípe (BA). No total, o Ministério da Saúde registrou 1.364 de febre chikungunya no Brasil até o dia 15 de novembro, de modo que existe o risco da circulação do vírus no Estado em 2015.

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