quarta-feira, 5 de novembro de 2014

SEGUNDO CID GOMES

Dilma volta a garantir a refinaria no Ceará

05.11.2014

A presidente disse que não haverá novos adiamentos para a implantação do empreendimento

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A promessa foi feita ontem, durante reunião, em Brasília, com o governador Cid Gomes e o governador eleito, Camilo Santana
FOTO: KLÉBER A. GONÇALVES
Reeleita com apoio de mais de 70% dos votos válidos dos eleitores cearenses, a presidente Dilma Rousseff reiterou, ontem, mais uma vez, o compromisso de instalar a refinaria de petróleo Premium II, em São Gonçalo do Amarante, no Ceará. Ela garantiu que não haverá novos adiamentos para a implantação do empreendimento - esperado há mais de 40 anos no Estado -, mas não apontou prazos.
A garantia da presidente foi dada na manhã de ontem, durante reunião, em Brasília, com o governador Cid Gomes e o governador eleito, Camilo Santana. A afirmação de Dilma Rousseff veio uma semana após informações divulgadas pela agência de notícias Reuters de que ocorrerá novo atraso na construção das plantas de refino Premium I e II, nos estados do Maranhão e Ceará, respectivamente.
"Trabalhos continuam"
Mesmo sem um posicionamento oficial por parte da direção da Petrobras, que ainda não se manifestou sobre o tema, apesar de questionada pela reportagem do Diário do Nordeste, o gerente executivo da Premium II no Ceará, Raimundo Lutif, garante que os trabalhos desenvolvidos pelo Governo do Estado e pela estatal para instalação do empreendimento continuam.
"É uma obra complexa. Enquanto o Estado cuida da infraestrutura, nós (a Petrobras) cuidamos da superestrutura", informa Lutif, sem detalhar os projetos e o estágio atual do que vem sendo desenvolvido no momento para viabilizar a refinaria.
"Estamos trabalhando, mas não temos um prazo (para início das obras). São muitos detalhes, São muitas equipes de serviço", acrescentou o gerente executivo, revelando que vários passos já foram dados pelo governo estadual para a viabilização do empreendimento. Segundo ele, abastecimento de água (via Eixão das Águas)não será problema, assim como a energia elétrica necessária está sendo viabilizada por meio de uma linha de transmissão e de uma subestação a serem construídas.
"A linha de transmissão está sendo projetada. Estamos obtendo as licenças (ambientais)", destacou Lutif. Ele destacou, no entanto, que o Estudo de Impacto Ambiental (Eia-Rima) da refinaria ainda não foi concluído, assim como o projeto de desmatamento do terreno de 1.954 hectares cedido pelo Governo do Estado, para a refinaria.
Pendências

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