PESQUISA
Vacina contra Aids é aplicada em Macacos
07.11.2013
O objetivo do estudo é encontrar um método seguro de imunização anti-HIV que será usado em seres humanos
São Paulo. Cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) aplicaram ontem em quatro macacos resos do Instituto Butantan a primeira dose da vacina anti-HIV desenvolvida pelos dois centros de pesquisa. Resultados preliminares sobre o potencial do imunizante saem em abril.
Macacos resos (Macaca mulatta), previamente vacinados, terão amostras de sangue retiradas, que só serão expostas aos HIV fora do corpo FOTO: DIVULGAÇÃO
Na fase inicial da pesquisa, os animais receberão três doses da vacina de DNA (uma a cada 15 dias). O material contém informação genética que deve fazer o organismo dos macacos produzir fragmentos do vírus. Espera-se que esses pedaços do HIV sejam capazes de preparar o sistema imune dos hospedeiros para combater infecções.
Vírus modificado
Na segunda fase do teste, prevista para março, os animais - que têm de dois a sete anos de idade- receberão um vírus de gripe modificado com pedaços do HIV, que tem a intenção de dar um impulso final na imunização. Depois dessa etapa, se tudo der certo, um segundo teste será feito com outros 28 macacos, num regime diferente de aplicação da vacina. "Como a restrição de idade nos deixou com um número pequeno de animais, achamos melhor fazer um primeiro teste em apenas quatro deles", conta Edecio Cunha, pesquisador da USP que liderou os trabalhos de desenvolvimento da vacina.
São Paulo. Cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) aplicaram ontem em quatro macacos resos do Instituto Butantan a primeira dose da vacina anti-HIV desenvolvida pelos dois centros de pesquisa. Resultados preliminares sobre o potencial do imunizante saem em abril.
Macacos resos (Macaca mulatta), previamente vacinados, terão amostras de sangue retiradas, que só serão expostas aos HIV fora do corpo FOTO: DIVULGAÇÃONa fase inicial da pesquisa, os animais receberão três doses da vacina de DNA (uma a cada 15 dias). O material contém informação genética que deve fazer o organismo dos macacos produzir fragmentos do vírus. Espera-se que esses pedaços do HIV sejam capazes de preparar o sistema imune dos hospedeiros para combater infecções.
Vírus modificado
Na segunda fase do teste, prevista para março, os animais - que têm de dois a sete anos de idade- receberão um vírus de gripe modificado com pedaços do HIV, que tem a intenção de dar um impulso final na imunização. Depois dessa etapa, se tudo der certo, um segundo teste será feito com outros 28 macacos, num regime diferente de aplicação da vacina. "Como a restrição de idade nos deixou com um número pequeno de animais, achamos melhor fazer um primeiro teste em apenas quatro deles", conta Edecio Cunha, pesquisador da USP que liderou os trabalhos de desenvolvimento da vacina.
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