Tratamento de tuberculose
Casos de abandono chegam a 8,9 %
16.09.2013
Muitas pessoas em recuperação não cumprem o período de seis meses pedido pelos médicos
A Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa) realiza, hoje e amanhã, o Seminário para Profissional Médico em Manejo Clínico da Tuberculose, com o objetivo de melhorar o atendimento às vítimas da doença e identificar a tuberculose com mais rapidez. O desafio é reduzir o número de desistências no tratamento, que está em 8,9 %, acima do índice mínimo aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 5%.
O Seminário para Profissional Médico em Manejo Clínico da Tuberculose acontece hoje e amanhã
No Estado, o controle da doença está em progresso, com um considerável declínio das taxas de incidências. Em 2011, os casos de pacientes incidentes eram de 46,8 para cada grupo de 100 mil habitantes. Em 2012, este número caiu para 38,8, ano em que foram notificados no Ceará 3.338 novos casos da doença.
Apesar dos bons índices, a doença ainda segue como um tabu a ser quebrado, isso porque muitos pacientes têm receio ou demoram a fazer o exame do escarro, ocasião em que é coletada a secreção do paciente e levada para análise em laboratório. A coleta é simples, e o resultado deste teste demora em média 72h. Se confirmada a doença, os cuidados médicos devem ser iniciados rapidamente.
Conforme a Sesa, além do receio de realizar o primeiro contato, o abandono do tratamento é preocupante. Segundo a coordenadora do Programa Estadual de Controle de Tuberculose, Sheila Santiago, muitas pessoas em tratamento não cumprem os seis meses exigidos pelos médicos. "Quando o paciente ganha peso e deixa de tossir ele acha que já está curado e abandona os remédios, e a doença pode voltar mais forte e resistente".
No Ceará, a tuberculose está fazendo cada vez menos vítimas, e com isso, a taxa de mortalidade também diminui. Em 2001, o percentual era de 3,4 óbitos para um grupo de 100 mil habitantes. Após 11 anos, em 2011, ocorreram 2,8 óbitos para cada 100 mil habitantes, redução de 17,7% na taxa de mortalidade nos anos pesquisados.
Projetos
Para atender à solicitação do Ministério da Saúde, que pretendia, em 2003, reduzir pela metade os números dos casos da doença no País, está sendo realizado no Ceará e em outros estados, projetos e ações voltadas para o enfrentamento da doença. Na Capital e nos principais municípios do Interior, onde a tuberculose se manifesta fortemente, foi montado um mutirão da saúde.
Conforme Sheila Santiago, além dos seminários, a Sesa tem promovido cursos de capacitações e campanhas educativas e já reuniu cerca de 90% dos coordenadores do programa de combate à tuberculose em todo o Estado.
A Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa) realiza, hoje e amanhã, o Seminário para Profissional Médico em Manejo Clínico da Tuberculose, com o objetivo de melhorar o atendimento às vítimas da doença e identificar a tuberculose com mais rapidez. O desafio é reduzir o número de desistências no tratamento, que está em 8,9 %, acima do índice mínimo aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 5%.
O Seminário para Profissional Médico em Manejo Clínico da Tuberculose acontece hoje e amanhãNo Estado, o controle da doença está em progresso, com um considerável declínio das taxas de incidências. Em 2011, os casos de pacientes incidentes eram de 46,8 para cada grupo de 100 mil habitantes. Em 2012, este número caiu para 38,8, ano em que foram notificados no Ceará 3.338 novos casos da doença.
Apesar dos bons índices, a doença ainda segue como um tabu a ser quebrado, isso porque muitos pacientes têm receio ou demoram a fazer o exame do escarro, ocasião em que é coletada a secreção do paciente e levada para análise em laboratório. A coleta é simples, e o resultado deste teste demora em média 72h. Se confirmada a doença, os cuidados médicos devem ser iniciados rapidamente.
Conforme a Sesa, além do receio de realizar o primeiro contato, o abandono do tratamento é preocupante. Segundo a coordenadora do Programa Estadual de Controle de Tuberculose, Sheila Santiago, muitas pessoas em tratamento não cumprem os seis meses exigidos pelos médicos. "Quando o paciente ganha peso e deixa de tossir ele acha que já está curado e abandona os remédios, e a doença pode voltar mais forte e resistente".
No Ceará, a tuberculose está fazendo cada vez menos vítimas, e com isso, a taxa de mortalidade também diminui. Em 2001, o percentual era de 3,4 óbitos para um grupo de 100 mil habitantes. Após 11 anos, em 2011, ocorreram 2,8 óbitos para cada 100 mil habitantes, redução de 17,7% na taxa de mortalidade nos anos pesquisados.
Projetos
Para atender à solicitação do Ministério da Saúde, que pretendia, em 2003, reduzir pela metade os números dos casos da doença no País, está sendo realizado no Ceará e em outros estados, projetos e ações voltadas para o enfrentamento da doença. Na Capital e nos principais municípios do Interior, onde a tuberculose se manifesta fortemente, foi montado um mutirão da saúde.
Conforme Sheila Santiago, além dos seminários, a Sesa tem promovido cursos de capacitações e campanhas educativas e já reuniu cerca de 90% dos coordenadores do programa de combate à tuberculose em todo o Estado.
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