segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Notícia

Ceará é o 2º estado do Nordeste que mais distribui bolsas do Ciência Sem Fronteiras

Dados nacionais acumulados revelam que já foram implementadas 37.786 bolsas no Brasil

Por: verdinha às 12:42 de 16/09/2013
O aluno de Engenharia Metalúrgica da UFC, Thiago Menezes, passou um ano estudando em uma universidade canadense. Foto: Reprodução/ Facebook
O aluno de Engenharia Metalúrgica da UFC, Thiago Menezes, passou um ano estudando em uma universidade canadense. Foto: Reprodução/ Facebook
Pelo menos 1.363 bolsas de estudos do programa “Ciência Sem Fronteiras” já foram distribuídas para universitários cearenses desde o segundo trimestre de 2011 até agosto de 2013. Os dados foram divulgados recentemente pelo Governo Federal.
De todas as Unidades Federais beneficiadas pelo programa, o Ceará aparece na 9ª colocação, perdendo, respectivamente, para São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Pernambuco, Santa Catarina e o Distrito Federal. Quando se analisa apenas o ranking do Nordeste, o Ceará fica em 2º lugar, perdendo apenas para Pernambuco.
Estudantes de 12 instituições de ensino do Ceará, entre elas a Universidade Federal do Ceará (UFC), a Universidade Estadual do Ceará (Uece) e a Universidade de Fortaleza (Unifor), fizeram intercâmbio pelo “Ciência sem Fronteiras” para outros países.
Das 1.363 bolsas distribuídas, 58,47% foram para o sexo masculino, o que equivale a 797 bolsas, e 41,52% foram direcionadas para o sexo feminino, o equivalente a 566 bolsas.
O estudante de Engenharia Metalúrgica da UFC, Thiago Menezes, de 23 anos, foi um dos beneficiados pelo programa. Por meio da modalidade Graduação Sanduíche no Exterior, Thiago estudou um ano, de agosto de 2012 a agosto de 2013, na Universidade de Quebec e morou na cidade de Trois-rivières, no Canadá. O universitário conta que conseguiu alcançar todos os objetivos traçados por ele no intercâmbio.
“Consegui cumprir todos os objetivos que queria. Teve a questão da língua, conheci pessoas que falam inglês e francês e isso foi bastante positivo para mim. Conheci o sistema de ensino do Canadá, porque as pessoas falam muito do padrão de qualidade do ensino do país. Consegui a experiência de trabalhar em uma empresa de lá e o intercâmbio me ajudou a melhorar o nível do meu currículo”, conta o estudante, que estagiou em uma empresa canadense de pesquisa voltada para a indústria.
Recém-chegado do Canadá, Thiago agora participa de várias seleções para ser trainee em empresas no Estado. “Já passei em várias etapas de seleção e o intercâmbio foi o diferencial. Antes do ‘Ciência sem Fronteira’ tinha tentando e não passava da segunda fase e dessa vez não fiquei de fora”, revela.
Gráfico mostra distribuição de bolsas por 100 mil estudantes. Foto: Reprodução/ Ciência Sem Fronteiras
Gráfico mostra distribuição de bolsas por 100 mil estudantes. Foto: Reprodução/ Ciência Sem Fronteiras
Nordeste tem a melhor média de bolsas por estudantes do Brasil
O Nordeste teve a melhor média, a cada 100 mil estudantes, de universitários enviados para outros países desde o início do programa, em 2011, a agosto de 2013. A região Sudeste aparece em segundo lugar, seguida pelo Sul, Centro-Oeste e Norte.
Os dados nacionais acumulados revelam que já foram implementadas 37.786 bolsas, sendo mais de 30 mil direcionadas para a modalidade Graduação Sanduíche no Exterior.

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