quinta-feira, 19 de setembro de 2013


PRIMEIRO DIA

Usuários desinformados sobre greve nos bancos sentem-se prejudicados

20.09.2013Conforme o Sindicato dos Bancários do Ceará, das 507 agências do Estado, 166 paralisaram as atividades ontem

O primeiro dia de paralisação dos bancários em Fortaleza foi marcado pela desinformação dos usuários das instituições financeiras. Embora o movimento seja nacional e a categoria tenha decretado estado de greve no último dia 12, alertando a sociedade sobre a suspensão das atividades, diversas pessoas foram às agências, na manhã de ontem, para realizar procedimentos que só são possíveis por intermédio de funcionários.

O aposentado Moacir Pereira mora em Pacajus e foi ao Centro de Fortaleza para negociar um empréstimo no Santander, mas foi surpreendido pela paralisação / Em algumas agências bancárias da Capital os usuários só tiveram acesso aos serviços realizados por meio dos caixas eletrônicos. Em outras unidades, contudo, nem mesmo o autoatendimento funcionou fotos: Natinho Rodrigues
De acordo com o Sindicato dos Bancários do Ceará (Seeb-CE), das 507 agências do Estado, 166 paralisaram as atividades nesta quinta-feira, incluindo agências do interior e da Capital cearense. Em todo o Brasil, os bancários fecharam pelo menos 6.145 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados no primeiro dia de greve, 1.013 unidades paralisadas a mais que no primeiro dia da paralisação do ano passado (5.132).

A ação causou transtornos a consumidores de todo o País. No Ceará, a aposentado Francisco Moacir Pereira, por exemplo, mora no município de Pacajus, a 50 Km de Fortaleza, e foi ao Centro da Capital para negociar um empréstimo junto ao banco Santander da Rua Floriano Peixoto. Para chegar à agência, levou cerca de uma hora e meia, percurso feito de ônibus.

"Além de tempo, também gastei dinheiro. Cada passagem é R$ 6, ou seja, vou gastar R$ 24, pois vim acompanhado da minha esposa. Não sabia da paralisação e, como lá em Pacajus não tem Santander, sempre preciso resolver as coisas em Fortaleza. Lá, só consigo mesmo fazer saques e depósitos nos caixas 24 horas, mas, às vezes, não têm nem dinheiro ou ficam sem funcionar", lamenta.

No mesmo banco, quem também deu "viagem perdida" foi a atendente de telemarketing Aldeneide Xavier, que mora no bairro José Walter, em Fortaleza. Ela foi assaltada há duas semanas e conta que, depois de realizar um boletim de ocorrência, cancelou o cartão e solicitou um novo ao Santander. "Só me disseram que o cartão ficaria pronto em cinco dia úteis, mas não falaram sobre a greve, por isso eu vim. Só sabia da paralisação dos Correios", afirma.

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