quinta-feira, 5 de setembro de 2013


PREVIDÊNCIA ESTADUAL

AL aprova projeto sob protestos

06.09.2013
Os governistas não aceitaram qualquer modificação ao texto original saído do Palácio da Abolição
Apesar de alguns protestos dos poucos oposicionistas e de uma centena de servidores nas galerias da Assembleia Legislativa, os deputados estaduais cearenses aprovaram, ontem, sem qualquer alteração, a mensagem governamental que altera o sistema previdenciário do Estado e cria a Previdência Complementar para todos os servidores civis admitidos a partir de janeiro de 2014. 43 dos 46 deputados que compõem os quadros da Assembleia Legislativa registraram presença. A matéria foi aprovada com 32 votos favoráveis e somente nove contrários. Um deputado ausentou-se pouco antes da votação e o presidente não vota.

Servidores que acompanharam a votação das galerias, jogaram moedas no plenário, em sinal de protesto contra a aprovação da mensagem criando a nova previdência do Estado, a qual eles eram contrários FOTO: JL ROSA
Um total de cinco emendas apresentadas pela deputada Fernanda Pessoa (PR) no dia anterior, na reunião das comissões conjuntas, todas rejeitadas, foram reapresentadas, ontem, em plenário pela deputada Eliane Novais e também foram rejeitadas pela maioria governista.

Mesmo antes do processo de votação e do seu encaminhamento, vários foram os pronunciamentos contrários à proposição. O deputado Antônio Carlos (PT), ao contrário dos seus colegas de partido, defendeu o voto contrário, ressaltando que o sistema financeiro lucra muito com a previdência. Conforme informou, os recursos que irão capitalizar a previdência complementar irão prejudicar aqueles servidores que irão se aposentar a partir de 2014, assim como os que já se aposentaram.

Pimentel

"Esse processo pode ser muito negativo, porque tem vínculo mais mercantil e financeiro do que uma lógica de solidariedade entre as gerações de previdência pública, e isso nos preocupa. Esse cuidado que os servidores estão tendo é justo. Porque essa complementação privada quem vai pagar o pato é o servidor público", disse o parlamentar.

Ele apresentou algumas informações sobre a reforma da previdência, e segundo defendeu, o objetivo da proposta é tornar a previdência fonte de lucro em detrimento dos trabalhadores. "Ela é o quinto maior negócio do mundo. Com essa proposta teremos três novos fundos, para os militares, para os atuais e para aqueles efetivados em 2014". Pelo novo modelo, finanças e contabilidade serão separados, sem qualquer solidariedade, conforme informou o petista
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