Decisão do STF sobre embargos infringentes repercute no Senado e divide opiniões
Agência Brasil | 21h40 | 18.09.2013
O recurso permite a reabertura do julgamento de 12 dos 25 condenados na ação penal
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de acatar os embargos infringentes na Ação Penal 470, o processo do mensalão, dividiu as opiniões de senadores da base aliada e da oposição nesta quinta-feira (18).
O líder do PT na Casa, senador Wellington Dias (BA) destacou a posição do ministro Celso de Mello que, segundo o parlamentar, resistiu às pressões ao votar favorável ao recurso e desempatar a votação. “Quero, aqui, saudar o ministro Celso de Mello. Sabe Deus sob que ambiente de pressão fez o seucorajoso voto, coerente com a sua história e com o seu posicionamento dentro do próprio Supremo. Aliás, um voto que nos permite dizer que podemos ter a convicção de que a Constituição será cumprida, que as leis serão cumpridas, é um voto garantista”, definiu o líder petista.
O recurso permite a reabertura do julgamento de 12 dos 25 condenados na ação penal, que tiveram ao menos 4 votos pela absolvição em um crime. Com o voto de Celso de Mello, o placar ficou 6 a 5 votos a favor do recurso.
O senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) criticou o clima de “torcida” em torno do julgamento e lembrou que o ministro Celso de Mello, que nesta quarta-feira (18) votou favorável aos embargos, já havia se pronunciado anteriormente a favor da condenação dos réus.
“Tenho certeza de que o ministro Celso de Mello votou pelo seu conhecimento, no uso de suas prerrogativas e de sua autonomia como magistrado. Não podemos esquecer que os réus estão condenados, eles foram condenados. E não podemos deixar de lembrar que foi exatamente o ministro Celso de Mello quem proferiu um dos mais duros votos na condenação, sobretudo no item formação de quadrilha”, ressaltou Cunha Lima.
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