O Banco do Nordeste será o agente a operar o financiamento das obras da Fraport no Aeroporto Internacional Pinto Martins. A assinatura do contrato ocorrerá até junho deste ano. A informação é de Romildo Rolim, presidente do BNB, que esteve ontem no evento “O Futuro do Nordeste”, realizado pelo Grupo Folha de São Paulo, com parceria O POVO, na sede do banco, no Passaré.
“Estamos trabalhando desde o começo do ano com a empresa. Fizemos duas tratativas com a presidente da Fraport no Brasil (Andrea Pal) e aprovamos uma espécie de carta-consulta”, adianta. Segundo ele, o BNB aguarda apenas a entrega do projeto para a liberação da operação. “Aguardamos até o fim do semestre a assinatura. Os recursos vão contemplar a modernização do aeroporto até um prazo de 20 anos, com carência de cinco anos e taxa do FNE (Infraestrutura Logística) de 5,23% ao ano”, garante. O programa financia até 80% do projeto da concessionária alemã. Nesse sentido, dos R$ 800 milhões previstos pela companhia, R$ 640 milhões seriam advindos do banco estatal.
Sobre o valor a ser financiado, o presidente do BNB explica ainda está em estudo. “A empresa está dimensionando os investimentos necessários. Assim poderemos contabilizar e como será feito o financiamento. Seremos financiadores não só do projeto de Fortaleza, mas também do Aeroporto de Salvador”, garante.
Procurada pelo O POVO, a Fraport ressalta que as tratativas seguem avançando. “O BNB irá financiar de acordo com o que as regras permitem; o restante será financiado com recursos internos”, diz a companhia em nota. Sobre a entrega dos estudos, a empresa alemã apenas informou que a “troca de informações está em andamento”.
Quem também estava na disputa para financiar a Fraport era o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES). Em visita ao Ceará em fevereiro, Paulo Rabello de Castro, presidente do banco, destacou interesse na operação. No caso do BNDES, o financiamento deve girar em 40% do projeto - teto máximo permitido pela instituição financeira.
O orçamento de recursos do FNE, operado pelo BNB, para o Nordeste é da ordem de R$ 30 bilhões. A expectativa do banco é que o Estado contrate R$ 2,5 bilhões em projetos. Desse total, R$ 300 milhões são para agricultura, R$ 500 milhões para pecuária, R$ 600 milhões para indústria e R$ 30 milhões para agroindústria. Já o turismo responde por R$ 100 milhões, além de comércio e serviços com R$ 750 milhões. No ano passado, o valor de contratações atingiu R$ 1,7 bilhão no Estado. “Queremos ampliar a contratação de projetos de energia solar e eólica”, acrescenta Romildo.

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