Seguindo a tendência nacional, a venda de automóveis e comerciais leves (picapes e furgões) no Ceará cresceu 16,70% em março ante fevereiro de 2017. No mês passado, foram emplacadas 3.828 unidades, sendo 3.382 automóveis e 446 comerciais leves. Em fevereiro, o número foi de 3.280 emplacamentos, incluindo 2.787 automóveis e 493 comerciais leves. Os dados regionais foram divulgados ontem pela Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).
Empresários apontam março como o melhor período do ano para o segmento, tendo em vista que é o primeiro com mais dias úteis, propícios para vendas. “A gente já esperava um aumento em março porque é o primeiro mês sem feriados e férias. Mas ainda foi melhor que nossa expectativa”, afirma Rodrigo Carvalho, diretor geral da Newsedan. Otimista, projeta que o volume de vendas dos próximos meses deve superar o registrado em 2016.
Fernando Pontes, presidente da Fenabrave-CE, também projeta crescimento em 2017, mas cita a vulnerabilidade na política brasileira, como o resultado do julgamento da ação que pede cassação da chapa Dilma-Temer, como mais um possível “baque no mercado”.
Para Luiz Teixeira de Carvalho, presidente do grupo Newland, independente de questões políticas, a economia e a confiança atingiram melhores patamares no Brasil. A ascendência na curva de vendas, entretanto, deve ser lenta. “No Ceará e no Brasil a tendência é melhorar, mas gradativamente. O 2º semestre é que tem tudo para melhorar mais rápido”.
Eduardo Furtado, diretor da Jangada Nissan, atribui o incremento de vendas a uma “clara” recuperação da economia e a um esforço do próprio mercado automotivo. “As taxas básicas de juros estão caindo, as pessoas começam a ter mais tranquilidade pra fazer investimentos e as fábricas vêm fazendo campanhas sucessivas para atrair clientes”.
Viviane Rodrigues, gerente de vendas da CDA Borges de Melo, calcula que, de fevereiro para março, a concessionária obteve um crescimento de 50% nas vendas. Garante que março foi mais significativo. “A gente sentiu um fluxo maior, com cliente mais disposto a comprar. A flexibilidade muito grande na aprovação de financiamento pelos bancos facilitou muito”. Outra contribuição para movimentação do mercado, diz, foi a liberação das contas inativas do FGTS. (Lígia Costa)
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