A expectativa é que a equivalência entre os preços dos dois combustíveis diminua cada vez mais, já que a colheita de cana-de-açúcar está no início e tende a se alongar até o último trimestre. "Com isso, os preços do etanol na bomba devem cair mais e puxar os da gasolina", afirma o economista da Fipe, André Chagas, coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a taxa de inflação na capital paulista.
Isso porque, explica, além de o álcool hidratado ser concorrente direto, a gasolina recebe 27% de etanol anidro em sua composição.
No IPC-Fipe, o etanol ficou 6,53% mais barato no fim de março, depois de cair 1,86%. Já os preços da gasolina tiveram queda de 2,41% no terceiro mês do ano, depois de ceder 0,78%. A inflação na cidade de São Paulo, por sua vez, ficou em 0,14%, na comparação com o recuo de 0,08% em fevereiro.
O resultado ficou perto do teto das expectativas da pesquisa do Projeções Broadcast, de 0,15%, que tinha piso de 0,09% e mediana de 0,11%.
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