terça-feira, 1 de novembro de 2016

Parceria com Portugal ampliará pesquisa sobre oceano Atlântico no CE

Um projeto internacional para estudos relacionados à utilização do oceano Atlântico deve integrar cientistas de Fortaleza nos próximos meses. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal demonstrou interesse em formar cooperação entre países que têm contato geográfico com as águas do segundo maior oceano em extensão. Para viabilizar o projeto, um centro científico deve ser instalado no arquipélago dos Açores, em Portugal.

As explorações no reservatório devem amplificar linhas de pesquisa em universidades federais, estaduais e institutos tecnológicos do Ceará e estados parceiros. O programa tem foco em cinco áreas: Atmosfera e Mudanças Climáticas, Energia, Espaço, Ciência do Oceano e Tecnologias para o Atlântico e Ciência de Dados.

A informação foi dada pelo coordenador do Laboratório de Gestão de Cidades do Programa de Pós-Graduação e Administração da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Hermano Carvalho. O contato entre o ministério português e o Estado ocorre pelo laboratório cearense. Além do Ceará, estão envolvidos Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.

Para consolidar a parceria, um convênio deve ser assinado entre representantes da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap) e a Fundação para a Ciência e Tecnologia de Portugal (FCT) na próxima sexta-feira, 4. 

O projeto
Para consolidar parceria entre as entidades, um convênio deve ser assinado entre representantes da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap) e  a Fundação para a Ciência e Tecnologia de Portugal (FCT) na próxima sexta-feira. “A partir disso, pode haver financiamentos, além de outros recursos, para a gente. É um primeiro passo importantíssimo”, frisa Hermano. De acordo com o professor, sete grupos de pesquisadores devem ser formados para apresentar projetos à FCT neste primeiro momento. 

O presidente da Funcap, Tarcísio Pequeno, avalia o convênio com Portugal como uma “porta de entrada” do Ceará na União Européia. “Ele tem um destaque muito grande, o que torna mais ricas as suas potencialidades”, disse. Ainda de acordo com Pequeno, a parceria é um “guarda-chuva” que deverá garantir uma série de projetos menores. “Com o convênio, se tínhamos xis de recursos, teremos, agora, três xis. Isso amplia nosso poder de ação”, calcula. Intercâmbio acadêmico de mestrandos e doutorandos para instituições portuguesas também será uma possibilidade do acordo.


Conforme o coordenador da Rede de Núcleos de Inovação Tecnológica do Ceará (Redenit), Vladimir Espinelli, outros órgãos podem ser “impactados” com o projeto além das instituições de ensino, como a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) e o Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará (Nutec). “Trabalharemos com um país que está avançando na área de tecnologia, e isso, obviamente, vai enriquecer o nosso conhecimento”, afirma.

O POVO tentou contato com o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal, Manuel Heitor, para saber dos prazos da construção do centro tecnológico, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria. 

Saiba mais
O arquipélago de Açores, em Portugal, foi escolhido para abrigar o centro científico devido a sua localização geo-estratégica, próximo a países da União Européia. Lá funcionava uma antiga base aérea dos Estados Unidos. 

A Redenit organiza parcerias entre os 20 núcleos tecnológicos de instituições públicas e privadas do Ceará. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário