Um projeto internacional para estudos relacionados à utilização do oceano Atlântico deve integrar cientistas de Fortaleza nos próximos meses. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal demonstrou interesse em formar cooperação entre países que têm contato geográfico com as águas do segundo maior oceano em extensão. Para viabilizar o projeto, um centro científico deve ser instalado no arquipélago dos Açores, em Portugal.
As explorações no reservatório devem amplificar linhas de pesquisa em universidades federais, estaduais e institutos tecnológicos do Ceará e estados parceiros. O programa tem foco em cinco áreas: Atmosfera e Mudanças Climáticas, Energia, Espaço, Ciência do Oceano e Tecnologias para o Atlântico e Ciência de Dados.
A informação foi dada pelo coordenador do Laboratório de Gestão de Cidades do Programa de Pós-Graduação e Administração da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Hermano Carvalho. O contato entre o ministério português e o Estado ocorre pelo laboratório cearense. Além do Ceará, estão envolvidos Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.
Para consolidar a parceria, um convênio deve ser assinado entre representantes da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap) e a Fundação para a Ciência e Tecnologia de Portugal (FCT) na próxima sexta-feira, 4.
O projeto
Para consolidar parceria entre as entidades, um convênio deve ser assinado entre representantes da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap) e a Fundação para a Ciência e Tecnologia de Portugal (FCT) na próxima sexta-feira. “A partir disso, pode haver financiamentos, além de outros recursos, para a gente. É um primeiro passo importantíssimo”, frisa Hermano. De acordo com o professor, sete grupos de pesquisadores devem ser formados para apresentar projetos à FCT neste primeiro momento.
O presidente da Funcap, Tarcísio Pequeno, avalia o convênio com Portugal como uma “porta de entrada” do Ceará na União Européia. “Ele tem um destaque muito grande, o que torna mais ricas as suas potencialidades”, disse. Ainda de acordo com Pequeno, a parceria é um “guarda-chuva” que deverá garantir uma série de projetos menores. “Com o convênio, se tínhamos xis de recursos, teremos, agora, três xis. Isso amplia nosso poder de ação”, calcula. Intercâmbio acadêmico de mestrandos e doutorandos para instituições portuguesas também será uma possibilidade do acordo.
Para consolidar parceria entre as entidades, um convênio deve ser assinado entre representantes da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap) e a Fundação para a Ciência e Tecnologia de Portugal (FCT) na próxima sexta-feira. “A partir disso, pode haver financiamentos, além de outros recursos, para a gente. É um primeiro passo importantíssimo”, frisa Hermano. De acordo com o professor, sete grupos de pesquisadores devem ser formados para apresentar projetos à FCT neste primeiro momento.
O presidente da Funcap, Tarcísio Pequeno, avalia o convênio com Portugal como uma “porta de entrada” do Ceará na União Européia. “Ele tem um destaque muito grande, o que torna mais ricas as suas potencialidades”, disse. Ainda de acordo com Pequeno, a parceria é um “guarda-chuva” que deverá garantir uma série de projetos menores. “Com o convênio, se tínhamos xis de recursos, teremos, agora, três xis. Isso amplia nosso poder de ação”, calcula. Intercâmbio acadêmico de mestrandos e doutorandos para instituições portuguesas também será uma possibilidade do acordo.
Conforme o coordenador da Rede de Núcleos de Inovação Tecnológica do Ceará (Redenit), Vladimir Espinelli, outros órgãos podem ser “impactados” com o projeto além das instituições de ensino, como a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) e o Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará (Nutec). “Trabalharemos com um país que está avançando na área de tecnologia, e isso, obviamente, vai enriquecer o nosso conhecimento”, afirma.
O POVO tentou contato com o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal, Manuel Heitor, para saber dos prazos da construção do centro tecnológico, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.
Saiba mais
O arquipélago de Açores, em Portugal, foi escolhido para abrigar o centro científico devido a sua localização geo-estratégica, próximo a países da União Européia. Lá funcionava uma antiga base aérea dos Estados Unidos.
A Redenit organiza parcerias entre os 20 núcleos tecnológicos de instituições públicas e privadas do Ceará.
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