quinta-feira, 3 de novembro de 2016

57% concordam com frase "bandido bom é bandido morto"

Quase seis a cada dez brasileiros (57%) concordam com a frase “bandido bom é bandido morto”. O resultado, que aumenta para até 62% em cidades com menos de 50 mil habitantes, é de levantamento feito pelo Datafolha a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

No comparativo com a última pesquisa do tipo, de 2015, a aceitação da frase aumentou entre brasileiros. No ano passado, 50% da população dizia concordar com a “máxima” favorável à morte de criminosos. Questionados sobre a frase, 34% dos entrevistados disseram discordar e 6% se disseram indecisos.

Os dados integram o 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que será divulgado em 3 de novembro. O estudo foi coletado ao longo dos dias 1 e 5 de agosto deste ano e analisa a percepção de brasileiros sobre questões da violência. Ao todo, mais de 3,6 mil pessoas foram entrevistadas em 217 cidades de todas as regiões do País.

A crença na frase é maior entre a população mais velha. Entre jovens de 16 a 24 anos, a aceitação dela é de 54%. Já entrevistados com mais de 60 anos disseram concordar com a afirmação em 61%. O nível de aceitação da frase diverge pouco entre as diversas regiões do País. A aceitação é maior nas regiões Norte e Sul, com 61%. Já o sudeste atinge menor nível, com 53%.

Excessos na Polícia
A pesquisa aponta ainda que 70% da população sente que polícias cometem excessos de violência no exercício da função. O percentual sobe entre jovens com idade entre 16 e 24 anos, chegando a 75%.

Mais da metade da população (53%) tem medo de ser vítima de violência por policiais civis e 59% temem ser agredidos por policiais militares. O índice também sobe entre os jovens – 60% têm medo da PC e 67%, da PM.

A pesquisa revelou também que 64% dos brasileiros acreditam que os policiais são vítimas de criminosos. O anuário do FBSP aponta que, em 2015, 393 policiais foram assassinados, 16 a menos do que o registrado no ano anterior. (com agências)

NÚMEROS 

50%
era o mesmo índice na última edição da pesquisa, de 2015. Dado subiu 7 pontos

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