Empresário e apresentador de televisão, Doria, 58, lançou candidatura ao cargo municipal no dia 24 de julho deste ano. Desde o início contou com apoio de peso do atual governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), figura presente ao longo de toda a campanha.
Durante seu primeiro discurso após as votações, o candidato eleito destacou a importância de Alckmin para seu triunfo nas urnas e clamou pelo governador na Presidência da República em 2018. “Se [Alckmin) for candidato à Presidência da República, terá o apoio da população brasileira”, bradou.
O resultado expressivo do último domingo veio após ascensão nas pesquisas. O novo prefeito paulistano superou nomes que antes figuravam o topo das intenções de voto, como Celso Russomanno (PRB) e Marta Suplicy (PMDB) - que terminaram, respectivamente, em 3º e 4º nestas eleições. No final da apuração, foram confirmados 3.085.187 votos para o vencedor.
Fernando Haddad também subiu nas intenções de voto a medida em que se aproximava o dia de votação. Contudo, o atual gestor não conseguiu reverter o quadro de vantagem construído pelo PSDB - conquistou 967.190 votos. Este foi o pior resultado do PT em eleições do município. Em coletiva após a derrota, o atual prefeito disse que telefonou para Doria e o parabenizou pela vitória. “Coloquei toda a equipe da prefeitura, a começar por mim, à inteira disposição (dele) para efetuarmos a melhor transição possível, pensando nos
interesses da cidade”, contou.
João Doria assumirá a Prefeitura de São Paulo a partir de 1º de janeiro de 2017. Dentre suas principais propostas está a da contratação de hospitais particulares para prestação de atendimento à população paulistana, com o objetivo de reduzir o número de pacientes sem atendimento na cidade.
Na vida política, o tucano foi secretário de Turismo de São Paulo, entre 1983 e 1986, durante a gestão do prefeito Mario Covas. E presidente da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur) no Governo Sarney (1986-1988).
SAIBA MAIS
Votos brancos e nulos
Em São Paulo, 1.940.454 eleitores optaram pela abstenção (21,84%). Dos 6.945.741 de votos, 367.471 foram brancos (5,29%) e 788.379 nulos (11,35%). No Rio de Janeiro, 1.189.187 (24,28%) optaram pela abstenção. Dos 3.708.857 de votos, 204.110 foram brancos (5,5%) e 473.324 nulos (12,76%).
PT marca pior resultado nas capitais em 20 anosO Partido dos Trabalhadores conquistou, no último domingo, apenas uma capital das oito com prefeitos já definidos - Marcus Alexandre, de Rio Branco-AC. Das 18 que disputam o 2º turno, no próximo dia 30, só Recife terá um candidato petista - João Paulo. Segundo balanço feito pela revista Veja, desde 1996 o PT não registrava marca tão discreta. Há 20 anos, o partido conseguiu eleger candidatos à prefeito em apenas duas das capitais do País.
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