O presidente da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), Beto Studart, enxerga o restabelecimento de um novo País. Na visão dele a partir de agora o Brasil volta a ter credibilidade. “Começamos a melhorar hoje (ontem a partir da posse) e a formar um novo País”, comenta, considerando que o novo governo estabelece um ambiente de confiança e credibilidade para que o sistema bancário volte a liberar crédito e os investimentos nacionais e internacionais possam voltar. “É processo, mas o Brasil que estava retrógrado vai voltar à modernidade”, destacou.
O vice-presidente da Federação do Comércio do Ceará (Fecomércio-CE), Maurício Filizola, também ressalta a retomada da credibilidade e segurança jurídica, pontos importantes para o retorno dos investimentos e empregos. Considerando que a expectativa é positiva diz que a fase mais preocupante da economia brasileira já passou e está entrando numa fase ascendente. Acrescenta que os empresários também estão atentos e acreditando que possam haver reformas importantes como a trabalhista e fiscal para dar mais confiança.
O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Ceará (Sinduscon-CE), André Montenegro, diz que como em toda mudança a do novo governo traz esperança. “É positivo num primeiro momento”, comenta, ressaltando que tem gente retraída pelo cenário de pessimismo que deve mudar.
Acredita que, no segundo momento, o setor vai aguardar as medidas mais efetivas. Explica que são medidas mais duras e antipáticas como a reforma trabalhista, previdenciária e política, mas que não podem deixar de ser efetivadas. “O País não consegue crescer se não forem feitas essas reformas estruturantes”.
Para o ex-presidente da Fiec, empresário Roberto Macêdo, a definição de quem fica na presidência da República é importante e positiva, mas o clima de instabilidade continua porque tem muitos parlamentares com pendências jurídicas e ainda não se sabe se o presidente vai conseguir efetivar as reformas. “Espero que o Temer consiga aliados e que tenha apoio para governar porque sabemos que não é fácil”, comenta, reforçando que o Brasil precisa de gestão.
Macêdo avalia que Michel Temer está bem intencionado, mas qualquer presidente precisa do apoio do Congresso Nacional para mudar as coisas. “Vamos acreditar que ele vai conseguir, que tenha condições de executar o que a Nação está precisando e são medidas duras”, conclui, considerando que não se faz consertos sem sacrifícios.
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