A presidente afastada Dilma Rousseff (PT) levará um grupo de aliados ao Plenário do Senado Federal nesta manhã para assistir à defesa dela, marcada para as 9 horas.
Será a primeira vez que Dilma se defenderá pessoalmente perante os senadores, desde o início do processo na Casa.
Até aqui, a defesa de Dilma no processo de impeachment tem sido feita apenas por seu advogado e ex-ministro da Advocacia Geral da União, José Eduardo Cardozo.
“A presidenta Dilma Rousseff vai demonstrar com fundamentos a injustiça da situação”, disse Cardozo.
Dilma expressou ao presidente do Senado, Renan Calheiros, o desejo de levar 20 aliados à sessão, incluindo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que chegou a Brasília ontem de tarde.
Renan assentiu e liberou a presença de até 30 convidados, que serão acomodados numa das duas galerias laterais do Plenário.
Para garantir o equilíbrio dos presentes, o presidente do Senado facultou o mesmo direito à advogada Janaína Paschoal, da
acusação.
acusação.
Os convidados da advogada serão instalados na outra galeria lateral. Janaína, no entanto, já avisou que não tem a intenção de levar aliados ao depoimento de Dilma.
“Esse será um momento da defesa e não terá espaço para confronto”, afirmou a advogada.
Tempo A presidente terá 30 minutos para apresentar aos senadores os motivos pelos quais não deve ser retirada definitivamente da Presidência da República.
Tempo A presidente terá 30 minutos para apresentar aos senadores os motivos pelos quais não deve ser retirada definitivamente da Presidência da República.
Terminado esse prazo, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que comanda o processo no Senado, poderá, a seu critério, aumentar o tempo de fala da ré.
Os senadores, em seguida, interrogarão Dilma.
Até a conclusão desta reportagem, havia 46 parlamentares inscritos para fazer perguntas à presidente afastada.
A lista é encabeçada pela senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), que foi ministra da Agricultura no governo Dilma. A acusação e a defesa também vão interrogá-la. A presidente, porém, terá o direito de permanecer calada diante dos questionamentos dos senadores e dos advogados.
Renan ofereceu a Dilma uma sala de reuniões da Presidência do Senado para que ela e seus convidados aguardem o início da sessão. A Casa providenciará alimentação para todo o período em que ela estiver à disposição do julgamento. (Agência Senado)
SAIBA MAIS
Rito do processo de impeachment
O Senado se reúne desde a quinta-feira (25) como órgão judiciário para o julgamento da presidente Dilma Rousseff por crime de responsabilidade. Conforme a Constituição, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, preside a sessão. Presidente do Senado, Renan Calheiros ocupa a cadeira ao seu lado. Os senadores atuam como juízes. A sessão se divide em diferentes fases. Ocorrem pausas das 13 horas às 14 horas e das 18h às 19h. A partir daí, a cada quatro horas, os trabalhos podem ser interrompidos por 30 minutos.
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