Ele chegava em casa e me batia por não ter lavado a roupa, essas coisas”, relata ex-mulher do suspeito de ter matado 50 pessoas em Orlando, o nova-iorquino Omar Mateen, de 29 anos.Filho de pais afegãos, o atirador nasceu na Costa Leste dos Estados Unidos. Há oito anos, ele conheceu, pela Internet, a mulher com quem se casou em 2009. Em entrevista ao jornal Washignton Post, ela contou sobre os abusos do ex-marido sob a condição de não ter o nome revelado.
Ela se mudou para a Flórida para viver com Omar, que trabalhava desde aquela época como segurança licenciado pela empresa G4S.
O casamento começou bem. Mas aos poucos, ele se mostrou uma pessoas violenta, segundo a ex-mulher. Ela afirma que ele era pouco religioso e passava bastante tempo malhando. “Ele era uma pessoa muito reservada”, disse.
Os pais a resgataram quando souberam que a filha havia sido agredida. Ela deixou, inclusive, todos os pertences pra trás.
“Ainda estou processando. Acho que tive muita sorte”, diz ao saber do massacre na boate Pulse.
De acordo com um amigo que também pediu anonimato, Omar passou a ser mais religioso depois da separação. Ele chegou a fazer peregrinação a Meca, na Arábia Saudita. A fonte conta ainda que o atirador tinha simpatia por grupos terroristas, mas não comentava o assunto.
Segundo um vizinho, Omar tinha um filho de 3 anos e vivia com uma companheira, que não usava nenhum tipo de véu religioso.
Seddique Mateen, pai de Omar, afirma que o filho teve ataques de raiva ao ver um casal de homens trocando carícias em Miami, há alguns meses. “Em frente do meu filho e da minha mulher”, teria dito ele em protesto. Embora o FBI suspeite que ele tenha inclinação islamita, o pai nega que a tragédia tenha sido motivada pela religião.
Há dois anos, o FBI já o havia questionado após ele ter dito que tinha ligações com terroristas durante uma discussão no trabalho. A relação dele com um homem-bomba na síria também foi investigada um ano depois. As investigações foram encerradas por falta de indícios. (Isabel Filgueiras)
FRASES
“O terrível massacre que ocorreu em Orlando (...) suscitou no Papa Francisco – e em cada um de nós – sentimentos muito profundos de repulsa e condenação, de dor, de confusão frente a essa nova manifestação de uma loucura assassina e de um ódio sem sentido”
Padre Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano
“O que aconteceu em Orlando foi devastador. Meu coração está com todas as vítimas do tiroteio e seus familiares. Parem com os crimes de ódio”
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