Depois que viu Stefany cruzar a manhã, Luan tentou parar o tempo. Guitarrista da banda do colégio, ele se demorava nos ensaios para vê-la passar. Quando a banda acabou, o Facebook fez a ponte entre o olhar e o dizer. “Eu me interessei, ela também. Depois de umas três semanas, resolvi ter uma coisa séria porque, tipo, a gente tava se gostando muito”, ele demarca.
O frentista Luan Moreira Batista, 20 anos, e a estudante Stefany da Silva Oliveira, 15 anos, namoram há um ano e sete meses. É o primeiro namoro sério dela. E é a primeira vez que ele conhece a família de uma namorada – incluindo o irmão de Stefany, Arthur, três anos, que virou melhor amigo. Sthefany já sabe que Luan tem carisma e compromisso; Luan acha bacana a sinceridade dela.
Eles vivem as descobertas e os sonhos. “Tipo, a gente já sabe quantos anos faltam pra se casar e qual o lugar que vai viajar”, afirma Luan. São uns cinco anos, calcula Stefany, até ela se formar e juntarem dinheiro para morada e o mundo. Por enquanto, se encontram às sextas e aos sábados, com hora marcada porque todos dormem cedo na casa de Stefany.
A família pondera, o trabalho e o estudo pesam. Eles discutem, têm temperamentos e gostos “iguais e diferentes” em relação à vida, a músicas e a filmes. Aí, esperam que o universo se encarregue das pazes. Simples assim. “E fizemos um acordo: eu não assisto anime (desenhos japoneses), e ele não assiste romance”, sublinha Stefany.
Juntos, curtem histórias de ação, terror e “de herói”; a maratona de videogame; o grupo de jovens da igreja; os passeios em família. Eles se somam e se ampliam. Stefany ouve rock, aprende sobre futebol e sobre calma. Luan tenta ser mais organizado; e ela quer ainda que ele aprenda a dançar. A festa da vida está só começando.
Juntos, curtem histórias de ação, terror e “de herói”; a maratona de videogame; o grupo de jovens da igreja; os passeios em família. Eles se somam e se ampliam. Stefany ouve rock, aprende sobre futebol e sobre calma. Luan tenta ser mais organizado; e ela quer ainda que ele aprenda a dançar. A festa da vida está só começando.
Eles têm um “eu te amo” pela frente e se dispõem ao compromisso de fazer o outro feliz. Já entendem que amor é um tanto de renúncia e é a maior parte das escolhas. Luan costumava “sair muito: ia jogar bola com o pessoal, tomar milk shake” - até que se mudou para Stefany. “Quero fazer tudo, mas com ela”, completa(-se).
Que ele venha com a bagagem e os defeitos; Stefany sempre consegue outra vaga no carro dos amigos e mais espaço dentro de si: já não imagina as alegrias sem ele. “Depois que o Luan chegou, que vai pra praia, viaja com a gente, ficou muito melhor”.
Os dois salvam o hoje em cartas de amor, escrevem-se no caderno da escola para não se perderem de vista. A juventude é uma das margens da vida e eles querem atravessar até o outro lado. Stefany promete emagrecer ou engordar, se assim acontecer com Luan. E ele vai tentar dançar todas as danças do tempo.
Não importa a aparência, mas os sentimentos e as aventuras que terão quando alcançarem a outra margem da vida. Pensam em contar aos filhos (e, outra vez, a si mesmos) quando ele ia buscá-la na escola e as “coisas radicais” que farão. Luan vai lembrar como ele e Arthur eram tão parceiros, que o menino lhe deixava ficar com as jujubas e gelatinas. Quer ainda contar da lua de mel na Itália, onde assistirá aos jogos do Juventus. “Ele tem que me levar no parque do Harry Potter. E eu vou contar que ele fez isso… E, quando a gente estiver velhinhos, vou dizer: ‘Olha, a gente passou por isso juntos!’”, abraça Stefany.
Amor da rede
As histórias de amor desta e das próximas páginas também são narradas em uma websérie especial, já disponível no O POVO Online e no hotsite deste projeto. Divididos em quatro capítulos, um prefácio e quatro teasers, os documentários podem ser vistos isoladamente ou em conjunto.
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