De acordo com Felipe Andrade, gerente de câmbio da Tour Star, não é possível quantificar o aumento de clientes, pois tudo ainda está muito recente, mas o certo é que não há dólares suficientes para atender à demanda. A estratégia encontrada foi fazer com que as pessoas esperem um pouco para comprar.
A escassez de dólar se dá pelo fato de que quem tem moeda não quer vender agora. A média de preço para compra pelas casas de câmbio é de R$ 3,75, preço que não atrai. Isso atrapalha os planos daqueles que querem comprar, pois, com a falta de moeda nas casas, os preços sobem. A média da venda é R$ 3,92.
Antônio Fernando, operador de caixa da Fortur, conta que enquanto os estoques de dólares comprados em alta não acabarem, os preços baixos não poderão ser repassados. “Mas isso é difícil, porque as pessoas não querem comprar, querem o valor mais baixo”.
“Com a desvalorização da moeda, quem tem dólar para vender fugiu. Quem quer viajar está batendo na porta de todas as casas de câmbio atrás de comprar e não tem. Os dólares acabaram”, diz Verônica Patrício, diretora da Ceará Travel.
Como a moeda é tratada como mercadoria pelas casas de câmbio, cada uma tem que ver os seus custos para vender. “Nesse momento está difícil de administrar. Há instabilidade e o dólar só cai. A gente tem que ter discernimento para não dormir com moeda comprada daquele dia. Ou seja, não pode correr o risco da moeda baixar mais e você perder porque comprou no câmbio alto”, destaca. Portanto, o ideal é comprar e vender no mesmo dia.
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