sexta-feira, 18 de março de 2016

Primeira biofábrica começa a operar

O governador Camila Santana (PT) embarca de helicóptero na manhã desta quinta-feira, 17, para visitar a primeira biofábrica pra controle de pragas no Estado, a Top Bio, em Icapuí (CE). A empresa é um braço da Agrícola Famosa, a maior exportadora de frutas do País, com faturamento declarado de R$ 598 milhões no ano passado. A Top Bio vai criar vespas e ácaros a serem utilizados no combate de pragas comuns na região, sobretudo a mosca branca, a mosca mineradora e a lagarta.

Segundo o diretor da Agrícola Famosa e sócio na Top Bio, Luiz Roberto Barcelos, a operação da empresa começa em 90 dias, a princípio, fornecendo apenas para a Famosa. Depois, vai vender os insetos criados em cativeiro para o mercado. No começo usará insetos importados. Só depois fará a procriação em massa. O investimento declarado na Top Bio é de cerca de R$ 2 milhões e o time técnico foi trazido de São Paulo. São pesquisadores com formação na USP e Unesp.

O fundamento do chamado manejo integrado de pragas é fazer com que os insetos inseridos no ambiente se alimentem das pragas, sem causar desequilíbrio. “Não há risco de desequilíbrio porque os novos insetos só se alimentam das pragas. A partir do momento em que elas não há, diminui a população deles também”, afirmou Luiz Roberto.

Hoje haverá a inauguração do primeiro laboratório. Mas obra completa ainda prevê as estufas onde será feita a procriação. Serão utilizados pés de feijão como cultura para atrair as pragas. Em seguida serão soltos na estufa os insetos da empresa. Depois, estes são capturados e soltos nas plantações de melão, melancia, banana, mamão e aspargo, a base do mix da Famosa.

A Famosa tem 8.900 hectares plantados no Ceará e Rio Grande do Norte. A folha de funcionários é composta por cerca de 4.500 trabalhadores, nos dois estados. Em tempo de safra, chegam a 8 mil funcionários. No Ceará, produz em Icapuí, Aracati, Russas, Limoeiro do Norte e Quixeré. O Estado já foi majoritário na produção, mas perdeu espaço para o vizinho por conta da falta d’água. O Rio Grande do Norte tem mais água no subsolo. As exportações são para Europa, Oriente Médio, EUA, Chile e Argentina. No ano passado, foram 7.500 contêineres de frutas.

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