Um mês após o fim da greve dos peritos, o agendamento para consultas de auxílio-doença na capital ainda está prejudicado nos postos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Algumas consultas marcadas em dezembro começaram a ser realizadas somente nesta semana e, enquanto isso, os trabalhadores ficaram sem receber os benefícios.
É o caso do auxiliar de serviços gerais, Ricardo da Silva Holanda, 32 anos. Ele sofreu um acidente no dia 28 de novembro de 2015, quando caiu de um caminhão, e teve que passar por cirurgia. Com a greve, a consulta marcada para o dia 10 de dezembro foi reagendada para a manhã desta quarta-feira, 23, no posto Centro-Oeste, na rua Princesa Isabel.
"Isso é uma falta de vergonha, fazer a gente esperar até agora. Quando é pra descontar da gente é bem ligeirinho, mas para receber”, diz Ricardo, que ainda está andando de muletas. A mulher dele, Valderlene Barbosa, conta que sem o auxílio os dois tiveram que "se virar com a ajuda de familiares". "Só com a misericórdia de Deus", afirma.
De acordo com a delegada da seção Ceará da Associação Nacional de Médico da Previdência Social (ANMP), Ana Francisca Moreira Martins, a reposição das perícias médicas é realizada individualmente, com profissionais acrescentando pelo menos três consultas em seu horário ou fazendo escalas de manhã e de tarde. "A gente não participa da gestão de agenda, mas estamos tentando fazer mutirões, o último foi há duas semanas, específico para crianças com microcefalia".
A demanda de atendimento não chegou a superlotar as agências por conta dos agendamentos, acreditam os clientes. Jarine Paula de Araújo, 55 anos, precisava desbloquear um empréstimo e foi atendida no fim da manhã, sem agendamento prévio, na agência do Centro.
Nenhum comentário:
Postar um comentário