quarta-feira, 16 de março de 2016

Canonização da Madre Teresa de Calcutá confirmada para 4 de setembro

O papa Francisco assinou ontem o decreto de canonização da Madre Teresa de Calcutá, ícone mundial da caridade, que será declarada santa no dia 4 de setembro numa cerimônia no Vaticano. A decisão foi tomada durante um consistório encarregado de examinar a causa da religiosa, que faleceu em 1997 e foi beatificada em 2003.

A religiosa de figura frágil e determinação de ferro tornou-se um ícone da Igreja Católica e já era comemorada no calendário canônico no dia 5 de setembro, o aniversário de sua morte.

A Igreja da Índia insistiu para que o pontífice argentino fosse a Calcutá para esta celebração. E nesta terça, na casa mãe da congregação em Calcutá, Sushmita Roy, uma dona de casa que veio prestar homenagem à futura santa não escondia sua decepção.

“Seria fantástico que a canonização de Madre Teresa acontecesse na cidade onde ela passou sua vida”, declarou à AFP. Em 2003, a beatificação da religiosa indiana pelo papa João Paulo II, de quem ela era muito próxima, reuniu 300 mil fiéis em torno da Praça São Pedro.

Além de Madre Teresa, o consistório aprovou a canonização em 16 de outubro do mexicano Jose Sanchez del Rio (1914-1928), morto por sua fé aos 14 anos de idade e de Curé Brochero (1840-1914), um padre argentino muito popular que viajava de mula em contato com os excluídos.

O consistório também autorizou a canonização, no dia 5 de junho, do padre polonês Estanislau Papczynski (1631-1701) e da sueca Marie-Elisabeth Hesselblad (1870-1957). Luterana convertida ao catolicismo, já foi declarada Justa entre as Nações por salvar judeus durante a Segunda Guerra Mundial em Roma.

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