Após protestos contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, o Ministério da Justiça ofereceu nesta quarta-feira, 23, um reforço na segurança institucional e pessoal de todos os ministros da Corte. A pasta também determinou que a Polícia Federal investigue possíveis "instigações e ameaças aos magistrados".
"O Ministério da Justiça zelará para que o momento de tensão política não dê lugar a atos de violência e intolerância contra quem quer que seja", diz a nota.
A pasta afirma que a PF foi instruída a investigar tanto "manifestações públicas ao redor de suas residências como em redes sociais" contra os ministros.
Na noite de terça-feira, um grupo fez um protesto em frente ao prédio onde Teori tem apartamento, em Porto Alegre. A manifestação aconteceu logo após o ministro determinar que o juiz Sérgio Moro devolvesse à Corte os processos que envolvem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na fachada do prédio, foram penduradas faixas com os dizeres "Teori traidor", "Pelego do PT" e "Deixa o Moro trabalhar".
Uma enxurrada de críticas e ofensas ao ministro também tomaram conta das redes sociais. Sob o mote #OcupaSTF, o cantor Lobão, defensor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, chegou a divulgar em sua conta do Twiiter o endereço do filho de Teori, que mora na capital gaúcha.
Além da decisão tomada na terça, Teori também tem estado nos holofotes por ser o ministro responsável pelo andamento dos processos da Operação Lava Jato na Corte.
O Supremo tem desempenhado um papel central neste momento de crise política pelo qual passa o País. Caberá aos ministros da Corte, por exemplo, decidir se Lula pode ou não assumir a Casa Civil. Na última sexta-feira, o ministro Gilmar Mendes anulou, em decisão monocrática, a nomeação do ex-presidente, mas o caso ainda terá que ser debatido em plenário.
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