Opresidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chega neste domingo a Cuba para selar uma aproximação entre os dois países inimaginável há pouco tempo e saudada em todo o mundo. A ação é considerada um êxito da política externa de Obama que contrasta com a polêmica gerada pelas decisões dele no Oriente Médio.
Quando o avião presidencial Air Force One aterrissar em Cuba, dois dias depois da chegada do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e cerca de um século após a última visita de um presidente americano em exercício, Obama virará uma página da história dos Estados Unidos e permitirá que a imagem norte-americana passe por mudanças em toda a América Latina. Na última quinta-feira, 17, a paisagem da Havana Velha — área turística da cidade — ganhou um cartaz com o rosto de Obama estampado. A fotografia foi colocada na fachada de um restaurante do local.
A viagem terá a companhia da esposa Michelle e das filhas Malia e Sasha. Obama se reunirá sozinho com o presidente cubano, Raúl Castro. Não está previsto encontro com o irmão mais velho dos Castros, Fidel, afastado do governo há uma década.
Obama se reunirá ainda com dissidentes e atores da vida econômica cubana e fará, nesta terça-feira, 22, um discurso a todos os cubanos através da rádio e da televisão. Na programação da visita de três dias, está previsto ainda um passeio da família Obama pela Havana Velha, uma homenagem ao pai da independência, José Martí, na praça da Revolução, e uma partida de beisebol.
A aposta da Casa Branca é estabelecer vínculos suficientes (apesar do embargo econômico que o Congresso se nega, por enquanto, a revogar) para dificultar qualquer recuo que o novo presidente dos Estados Unidos queira fazer a partir de 2017. “Queremos que este processo de normalização seja irreversível”, destacou Ben Rhodes, assessor próximo do presidente americano, que dirigiu durante 18 meses as negociações secretas com Havana. (AFP)
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