Apesar da crescente pressão interna do PT para o esclarecimento de denúncias envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a respeito de imóveis que tiveram reformas pagas por empreiteiras investigadas na Lava Jato, tanto ele quanto o conselho político da sigla mantiveram silêncio sobre o tema na reunião ontem, em São Paulo.
Uma hora antes do início do encontro, o presidente do partido, Rui Falcão, divulgou nota enfatizando que “a ofensiva reacionária para criminalizar o PT e a escalada de ataques ao companheiro Lula” eram temas “prioritários na reunião”. Ele também destacou que a ocasião serviria para expressar “solidariedade e apoio a Lula.
Integrante do conselho político da sigla, o assessor especial da Presidência Marco Aurélio Garcia, que exerceu o mesmo cargo no governo Lula, cobrou respostas para as denúncias. “Os esclarecimentos, a meu juízo, já deveriam ter vindo há muito tempo.” Ele também disse que o PT deve fazer “defesa enfática do presidente Lula”.
Depois do encontro, que reuniu nomes como o prefeito de São Paulo Fernando Haddad, os governadores petistas Wellington Dias (Piauí), Camilo Santana (Ceará) e Tião Viana (Acre), Falcão recuou e afirmou que as denúncias não foram abordadas. “Não tratamos desse assunto”, disse.
Nenhum comentário:
Postar um comentário