segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Por que ainda não vencemos a guerra contra o Aedes aegypti

Já somam quatro décadas desde que o Aedes aegypti voltou a constar nos índices de arboviroses no Brasil, após ser erradicado por duas vezes. De lá para cá, a situação se agravou de forma inversamente proporcional aos avanços no combate ao mosquito, responsável por transmitir, atualmente, os vírus da dengue, da zika e da chikungunya.
Diante de um cenário obscuro em relação ao controle das doenças e com maior índice de foco do mosquito dentro das residências, o grito de socorro é para a população.

“O que a gente sabe: se é um mosquito que de fato transmite, vamos acabar com ele. Como? protegendo nossa casa”, alerta o biólogo e epidemiologista Luciano Pamplona, da Universidade Federal do Ceará (UFC), que estuda o Aedes há décadas.

No século passado, o Brasil erradicou o Aedes aegypti nos anos de 1955 e 1973. Três anos depois, o mosquito voltou e nunca mais foi controlado. As críticas recaem sobre a omissão do Governo em tratar os primeiros registros, em ser ineficiente nos planos de controle e em não transformar o combate ao mosquito em educação permanente da população. Aliado a isso, agravaram o problema o crescimento desenfreado dos centros urbanos, sem estrutura de saneamento e abastecimento, principalmente, e a alta capacidade de adaptação do mosquito.

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