sábado, 13 de fevereiro de 2016

Campanha nacional lembra que todos devem combater o Aedes aegypti

Serão 220 mil militares e 300 mil agentes públicos espalhados pelo Brasil hoje contra o mosquito Aedes aegypti. Hoje, em diversas cidades do País, incluindo Fortaleza, os governos municipais, estaduais e o Governo Federal estão promovendo o Dia D de combate ao mosquito Aedes aegypti, inseto que transmite a dengue, a chikungunya e o zika vírus. Nos últimos meses, a guerra contra o mosquito ganhou apelo ainda maior diante dos casos de microcefalia associada ao zika. Mas toda a mobilização não surtirá os efeitos desejados sem a colaboração da população.
O que se quer com o Dia D é conscientizar as pessoas a respeito do cuidado com a própria casa e com o descarte adequado de lixo, evitando que recipientes acumulem água e proporcionem a condição ideal para a proliferação do Aedes aegypti.
Em Fortaleza, a mobilização começa às 8 horas. Haverá caminhada pelas ruas do Centro, a partir da praça José de Alencar até Praça do Ferreira. Além disso, uma solenidade no 23º Batalhão de Caçadores, no Bairro de Fátima, reunirá o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo; o governador Camilo Santana; o prefeito Roberto Cláudio; e o comandante da 10ª Região Militar, o general de divisão Marco Antônio Freire Gomes. A escolha da unidade militar para o evento simboliza a participação das Forças Armadas no combate ao mosquito.
O Ministério das Comunicações prometeu iniciar, hoje, a entrega de 20 milhões de panfletos com informações sobre o combate ao Aedes em casas e pontos comerciais, com a ajuda dos Correios. O ministro das Comunicações, André Figueiredo, participará da campanha em São Gonçalo do Amarante (Região Metropolitana de Fortaleza) e o ministro da Controladoria Geral da União (CGU), Carlos Higino, estará no Cariri. Várias entidades e instituições, como a Universidade Federal do Ceará (UFC), também estarão envolvidas em ações pelo Estado.
De acordo com a secretária da Saúde de Fortaleza, Socorro Martins, a única maneira de evitar as doenças é fazer com que não exista mais o mosquito transmissor. Segundo ela, devem ser visitados por agentes de combate às endemias quase 800 mil imóveis da Capital só este mês.
Mobilização
Na opinião do biólogo virologista da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Flávio Guimarães da Fonseca, há risco de que informações divulgadas de maneira precipitada sobre o zika vírus gerem “pânico desnecessário”. Ele afirma que, tanto em relação à microcefalia quanto à síndrome de Guillain-Barré, o zika vírus não é o único nem o principal responsável pelo aumento de casos no País.
“O que acontece é que o Brasil não fazia adequadamente o registro dos casos de microcefalia, um tipo de encefalite. Acho que acontecia uma subnotificação. Muitos casos, simplesmente, não eram notificados”, avalia o pesquisador.
Ele acrescenta que nos Estados Unidos são registrados 20 mil casos por ano de microcefalia. No Brasil, ele diz, até muito pouco tempo eram notificados cerca de 500 casos anuais. “A diferença real entre o número de casos nos dois países não deve ser tão grande assim, até por terem características de área e população semelhantes”. Para Fonseca, a maior parte dos quase cinco mil casos registrados (de 2015 para cá) de microcefalia no País não tem relação com o zika vírus, já que existem diversas causas para essa condição.

Nenhum comentário:

Postar um comentário