Se precisarem ir à biblioteca fora do horário de aula, estudantes de escolas públicas do Ceará podem encontrar as portas fechadas. E é possível que o mesmo aconteça com aqueles que tiverem de fazer uma pesquisa no laboratório de informática ou utilizar os centros de multimeios para alguma atividade. Desde o fim do mês de julho, poucos dias após o governador Camilo Santana (PT) anunciar reajuste de 13,01% no piso salarial dos professores, as escolas estão sendo orientadas a reduzir o quadro de temporários - muitas vezes, os responsáveis por administrar esses espaços de suporte pedagógico.
Em nota, a Secretaria da Educação do Ceará (Seduc) informou que está sendo feito acompanhamento para contabilizar quantos profissionais já sofreram “ajustes de lotação” e de que forma isso deve impactar no orçamento estadual. O órgão justificou, porém, que a “rescisão contratual de professor temporário está prevista na lei que regulamenta este tipo de contratação”.
Sem querer se identificar, o diretor de uma das escolas afetadas pelo ajuste afirmou que “as pessoas tiveram uma imagem de que a Educação caminhava bem, quando, na verdade, isso foi feito em cima de uma previsão de cortes na folha (de pagamento)”.
Segundo o diretor, nos dois Laboratórios Educacionais de Informática (LEIs) que existem em sua escola, por exemplo, a orientação dada pela Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação (Crede) é reduzir para um a quantidade de temporários responsáveis pelos espaços.
Já nos Centros de Multimeios, que costumam concentrar as bibliotecas, a ordem foi retirar todos os temporários e deixar apenas o professor efetivo regente. “Temos momentos em que a biblioteca fica fechada”, diz.
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