O Governo Federal prepara um novo programa de ajuda para a indústria. A primeira medida, anunciada ontem, é a criação de linhas de crédito por bancos públicos com taxas de juros menores para quem se comprometer a não demitir funcionários. Os setores contemplados serão: automotivo, petróleo e gás, alimentos, energia elétrica, eletroeletrônico, telecomunicações, fármacos, químico, papel e celulose, máquinas e equipamentos e construção civil.
A estratégia foi informada ontem por Miriam Belchior, presidente da Caixa Econômica. O banco vai liberar cerca de R$ 5 bilhões somente para o setor automotivo. O convênio já foi assinado entre a Caixa, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) e o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças). O Banco do Brasil também vai anunciar linhas especiais de financiamento para essas empresas hoje.
Miriam afirmou que se trata de uma política que foi discutida com várias áreas do Governo e tem como objetivo ajudar as empresas a “respirar” durante este “momento de travessia” pelo qual passa a economia brasileira.
“Foi debatido inclusive com a Fazenda. É uma posição de consenso do Governo”, afirmou a presidente da Caixa, que não quis afirmar quais seriam as outras medidas que serão tomadas, além do aumento do crédito.
Como vai funcionar
Em relação ao setor automotivo – único com convênio já assinado - serão quatro linhas de crédito. Em três delas, as prestações só começam a ser pagas daqui a seis meses, quando o Governo espera que a economia tenha começado a se recuperar, segundo a presidente da Caixa.
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