segunda-feira, 27 de julho de 2015

A presidente Dilma Rousseff (PT) deverá iniciar nas próximas semanas uma série de viagens pelo Nordeste, em agenda positiva, para tentar recuperar o prestígio da imagem diante do eleitorado da região. Conforme O POVO apurou, o Ceará está na agenda.

Historicamente mais simpático ao PT, o Nordeste é a região do País que proporcionalmente mais deu votos ao partido nas eleições presidenciais de Lula e Dilma. Enfrentando uma crise econômica e política, a popularidade da presidente foi abalada também na região, acompanhando os baixos índices do Sul e Sudeste.

A presidente anunciará programas e reforçará marcas populares do primeiro mandato durante as viagens. A ideia é também manter diálogo com os movimentos sociais ligados ao Partido dos Trabalhadores. Os eleitores nordestinos foram decisivos para a vitória da petista na eleição do ano passado. Nos nove Estados, Dilma obteve cerca de 12 milhões de votos a mais que o então adversário do PSDB, o senador Aécio Neves. Recentemente, os governadores da região assinaram um manifesto de apoio conjunto à presidente da República.

O contra-ataque de Rousseff também deverá ser realizado pela televisão. Já na próxima semana, um programa de TV será veiculado. O mote é a defesa do PT e do governo sob o argumento de que a situação está ruim, mas ainda é melhor que antes dos últimos 13 anos de administrações petistas.

Bancada governista
Para deputados da ala governista, a estratégia é a solução mais viável para a recuperação de Dilma. Líder do Pros na Câmara, o deputado Domingos Neto afirma que a presidente deveria ter implementado a estratégia “há muito tempo”. De acordo com o parlamentar, a saída para a recuperação popular seria também debelar a crise política e enfrentar as denúncias de corrupção “de peito aberto”. 

“Ela deveria ir fazendo isso sempre porque tem uma quantidade imensa de ações e obras que foi feita pelo governo federal e que não foi inaugurada”, diz o petista José Airton. De acordo com o deputado, essas “ações” precisam ser capitalizadas pelo governo nesse momento.

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